Moreira diz que BNDES tem que ‘desmamar’

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Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP), defendeu nesta terça-feira, 18, o seu relatório e voltou a considerar que o tex­to apresentado por ele na últi­ma quinta-feira (13) seria uma evolução em relação à proposta apresentada pelo governo. Ele defendeu o fim dos repasses do Fundo de Amparo ao Traba­lhador (FAT) para o BNDES e o direcionamento desses recur­sos para o INSS.

O deputado José Guimarães (PT-CE) foi o primeiro parla­mentar, mesmo dentre os da oposição, a avaliar que Moreira teria piorado a proposta origi­nal do governo. “Não sei como os empresários e a infraestrutu­ra do País vão aceitar a retirada dos recursos do FAT para o BN­DES. Como é que o banco vai financiar o desenvolvimento do País?”, questionou.

Moreira defendeu a retira­da dos recursos do banco de fomento. “O BNDES tem que desmamar dos recursos do Te­souro. Temos que construir um entendimento sobre o tema, mas é preciso fazer esse deba­te. Estou conversando inclusive com pessoas do banco”, res­pondeu o relator.

O deputado Darci de Ma­tos (PSD-SC) avaliou que os recursos do FAT não farão falta ao BNDES. “O banco já jogou muito dinheiro fora pela janela, emprestando para outros países. Com a abertura da caixa preta do BNDES, vai sobrar dinheiro para financiar os investimentos no País”, completou.

O deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) criticou a proposta de reforma e argu­mentou que o texto prejudica as camadas mais pobres da população. “A maldição dos pobres pega. A maioria dos parlamentares que votaram contra os pobres na comissão da reforma do Temer não se re­elegerá”, afirmou. “O presidente Bolsonaro pode fazer uma re­forma da Previdência, mas não dessa forma”, completou.

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