Mortes no trânsito disparam em RP

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JF PIMENTA/ ARQUIVO

O número de vítimas fatais em decorrência de acidentes de trânsito cresceu 200% em Ribei­rão Preto no primeiro bimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2019, segun­do o Movimento Paulista de Se­gurança no Trânsito (Infosiga-SP). Foram 21 óbitos no perímetro ur­bano da cidade – a malha viária é composta por 1,5 mil quilômetros de vias municipais e também de rodovias concedidas pelo Esta­do –, contra sete em 59 dias do exercício anterior, 14 a mais.

Foram dez mortes em janei­ro e onze em fevereiro, 450% a mais que os dois óbitos do se­gundo mês de 2019, nove a mais. As ocorrências com vítimas fa­tais já haviam disparado 100% na comparação entre os 31 pri­meiros dias de cada ano – foram cinco em janeiro do período anterior. No bimestre de 2020, 13 vítimas eram motociclistas (61,9%), quatro eram pedestres (19,06%), duas estavam de bici­cleta (9,52%) e duas estavam de carro (9,52%).

A média no bimestre chegou perto de uma morte a cada três dias (2,8). Onze óbitos (52,38%) ocorreram em via municipais, nove em rodovias (42,86%) e um não teve o local identificado (4,76%). A maioria chegou a ser socorrida – doze (57,14%) para hospitais e unidades de saúde – e nove morreram no local dos aci­dentes (42,86%).

Não há informações sobre o horário das ocorrências com morte. Dezessete vítimas eram homens (80,95%) e quatro,mu­lheres (19,05%). O número de vítimas fatais em decorrência de acidentes de trânsito recuou 15,2% em Ribeirão Preto no ano passado, na comparação com 2018, segundo o Infosiga-SP. Foram 78 óbitos no perímetro urbano da cidade – a malha vi­ária é composta por 1,5 mil qui­lômetros de vias municipais e também de rodovias concedidas pelo Estado – em 2019, com mé­dia de seis mortes por mês, uma a cada cinco dias.

Em 2018, foram registradas 92 mortes, 14 a menos, com mé­dia mensal de quase oito casos, perto de uma vítima fatal a cada quatro dias. Em dezembro de 2019, cinco pessoas morreram na malha viária de Ribeirão Pre­to, quantidade igual à do mesmo período do exercício anterior, média de um falecimento a cada seis dias – em novembro último foram três óbitos.

Segundo o Infosiga-SP, no ano passado Ribeirão Preto re­gistrou cinco mortes em janei­ro, duas em fevereiro, sete em março, oito em abril, onze em maio, doze em junho, três em julho, sete em agosto, mais sete em setembro, oito em outu­bro, três em novembro e cinco em dezembro. Em 2018 foram cinco no primeiro mês, oito no segundo, seis no terceiro, cinco no quarto, nove no quinto, 16 no sexto, oito no sétimo, 15 no oitavo, seis no nono, quatro no décimo, cinco no 11º e mais cin­co no último.

A maioria das vítimas de 2019 era de motociclistas: 40 morreram nas vias da cidade, ou 51,3% do total. Dezoito pe­destres – ou 23,07% – também faleceram no perímetro urbano de Ribeirão Preto. Catorze esta­vam de carro, caminhão, ônibus ou outro meio de transporte não definido (17,95%), três eram ci­clistas (3,84%) e três não foram identificados (3,84%). Sessenta e quatro eram homens – ou 82,5% – e 14, mulheres (ou 17,95%). Foram 27 colisões (34,61%), 21 atropelamentos (26,92%), 15 acidentes de outros tipos (19,24%), onze choques (14,1%) e quatro não disponíveis (5,13%)

Segundo a Fundação Siste­ma Estadual de Análise de Da­dos (Seade), o estudo do Infosi­ga tem por base uma população de 676.440 habitantes. A maioria dos acidentes com vítimas fatais, 30 (ou 38,46%), ocorreu à noite, entre 18 e 24 horas. Outros 16 foram constatados de manhã, entre as seis horas e o meio-dia, ou 20,51%. De madrugada, en­tre a meia-noite e as seis da ma­tina, também foram 16 mortes, 20,51% do total. À tarde, entre 12 e 18 horas, foram 13 óbitos, 16,68%. Em três o horário não foi definido, 3,84%.

Balanço anual
Segundo o Infosiga-SP, Ri­beirão Preto fechou 2018 com 92 mortes decorrentes de aci­dentes de trânsito. Os números, no entanto, são semelhantes aos de 2017, quando 93 pessoas morreram na malha viária da ci­dade, uma vítima fatal a menos em 2018, queda de 1,07%. Junho e agosto foram os meses mais violentos, com 16 e 15 vítimas fatais, respectivamente, indica o balanço anual.

Acidentes com vítimas ficam estáveis em RP
O número de acidentes com vítimas não fatais em Ribeirão Preto ficou estável no primeiro bimestre deste ano, com leve alta de 2,32%, em comparação com o mesmo período do ano passado. Saltou de 559 para 572, com 13 ocorrências a mais, média de 9,5 casos por dia e um a cada duas horas e meia em 2020. A cidade registrou 263 aciden­tes em janeiro e mais 309 em fe­vereiro – no ano passado foram 267 no primeiro mês e 292 no segundo. Na comparação entre os meses de fevereiro, a alta foi de 5,82%, com 17 ocorrências a mais. Em 2019 inteiro, a cada dia, dez casos foram registrados na cidade. No ano passado foram 3.856 ocorrências, 321 por mês. O pico ocorreu em maio, com 379 casos, e janeiro foi o período com menor incidência, com 267 sinistros – os números são atualizados mensalmente. Os dados fazem parte da nova plataforma Movimento Paulista de Segurança no Trânsito (Info­siga-SP), que antes só divulgava informações sobre óbitos na malha viária dos 645 municípios do Estado de São Paulo. O estudo constatou que a maioria das ocorrências – ou 1.421 (ou 36,85%) – aconteceram à tarde, entre 12 e 17 horas. Outras 1.200 (ou 31,12%) foram no período da manhã, entre seis e onze horas. À noite, entre 18 e 23 horas, foram mais 1.033 (ou 26,78%). A ma­drugada ribeirão-pretana foi mais tranquila, com 200 acidentes (ou 5,2%). Apenas dois não foram identificados (0,05%). Ribeirão Preto registrou mais acidentes por volta das 18 horas e das sete da manhã. A cidade teve menos casos às três e às quatro da madrugada. Em 88,02% dos casos as ocorrên­cias foram registradas em vias municipais (3.394) e em 11,98% nas rodovias dentro do períme­tro urbano (462). Foram 2.892 colisões (75%), 468 outros tipos de acidente (12,13%), 277 cho­ques (7,2%) e 202 atropelamen­tos (5,24%), além de 17 casos não identificados (0,43%). A maioria envolveu automóveis, com 2.811, e motocicletas, com 2.539. Outros 824 não foram identificados, 185 eram pedestres, 189 sinistros tiveram caminhões envolvidos, 83 com ônibus e 77 com bicicletas – a soma passa de 3.858 porque cada acidente pode ter mais de um veículo envolvido.