Mortes por covid passam de 200

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REUTERS

Ribeirão Preto confirmou mais doze mortes por covid-19 nesta quarta-feira, 8 de julho, segundo o Boletim Epidemio­lógico divulgado pela Secre­taria Municipal da Saúde. Os óbitos ocorreram em um perí­odo de 96 horas, entre sábado (4) e terça-feira (7). A cidade já soma 208 vítimas fatais do novo coronavírus.

O município ainda tem mais de 6,8 mil pacientes infec­tados pelo Sars-CoV-2 – 6.807. O balanço da pasta traz quatro falecimentos em julho. Porém, em sete dias deste mês já ocor­reram 40 mortes por covid-19 – quase seis por dia (5,7) –, mas o Boletim Epidemiológico do Departamento de Vigilân­cia em Saúde contabiliza a data do início dos sintomas e do diagnóstico da doença.

Em junho, segundo dados da secretaria, ocorreram 131 óbitos por causa da doença, quatro por dia, um a cada seis horas, 70 a mais do que 61 de maio. Também há dez de abril e dois de março. A taxa de letali­dade está em 3,05% – atingiu os 3% pela primeira vez no dia 23 de junho, quando anunciou 15 óbitos, maior número divulgado em apenas 24 horas.

Porém, o recorde de faleci­mentos em um único dia é de 1º de julho, com nove mortes. O índice está no mesmo pata­mar do regional (3,1%), mas é inferior ao estadual (4,9%), ao nacional (3,96%) e ao mundial (4,5%). Segundo os dados do Departamento de Vigilância em Saúde, oito das doze novas vítimas da covid-19 estavam internadas em hospitais públi­cos, uma em instituição parti­cular e três faleceram em casa. São dez do sexo masculino e duas do feminino.

No último sábado, dia 4, ocorreram duas mortes, de um homem de 67 anos com diabe­tes mellitus e de um idoso de 81 com doença cardiovascular crô­nica, doença neurológica crô­nica e hipertensão arterial. No domingo (5), um senhor de 75, portador de doença cardiovas­cular crônica e diabetes mellitus, também foi a óbito.

Na segunda-feira (6), a se­cretaria foi notificada sobre mais três falecimentos, de um homem de 65 anos com hipo­tireoidismo, de um senhor de 86 com doença cardiovascular crônica e doença neurológica crônica de uma idosa de 92 anos com doença neurológica crôni­ca e hipertensão arterial.

Na terça-feira, dia 7, foram registradas mais seis mortes, de um homem de 45 anos com obe­sidade, de um morador da cidade de 50 anos com doença car­diovascular crônica e diabetes mellitus e de um senhor de 55 anos com hipertensão arterial.

Morreram no mesmo dia um homem de 61 anos com doença cardiovascular crônica, diabetes mellitus e hipertensão arterial, uma senhora de 66 anos portadora de doença cardiovas­cular crônica, doença hematoló­gica crônica, doença pulmonar crônica e neoplasia e de um ido­so de 85 anos com doença car­diovascular crônica.

Por sexo, são 115 homens (55,3%) e 93 mulheres (44,7%). A vítima mais jovem é uma mulher de 23 anos que morreu em 28 de junho e a mais ido­sa, a senhora de 101 anos que faleceu no 20 do mesmo mês. Cento e noventa e seis (94,2%) tinham alguma comorbidade.

Um senhor de 76 anos não ti­nha doença preexistente (0,5%), um homem de 41 anos não tinha comorbidades (0,5%) e dez casos estão sob investigação (4,8%). Trinta e seis pessoas ti­nham menos de 60 anos (17,3%) e 172 eram sexagenárias, septua­genárias, octogenárias, nonage­nárias ou centenárias (82,7%).

Por idade, os óbitos estão distribuídos entre 20 a 29 anos (três mortes, 1,4%), de 30 e 39 anos (cinco, 2,4%), de 40 a 49 anos (dez óbitos, 4,8%), entre 50 e 59 anos (18, ou 8,8%), entre 60 e 69 anos (40, ou 19,2%), de 70 a 79 anos (60, ou 28,8%), de 80 a 89 anos (50, ou 24%) e de 90 anos ou mais (22, ou 10,6%).