Mortes por covid superam 1.600

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Crédito: Max Gallão Mesquita

Ribeirão Preto registrou mais 32 mortes por covid-19, recor­de de óbitos anunciados em um único Boletim Epidemiológico da Secretaria Municipal da Saú­de desde o início da pandemia. Nesta terça -feira, 6 de abril, a cidade ultrapassou a marca de 1.600 falecimentos. O número de vítimas fatais em decorrência da doença subiu para 1.605, alta de 2% em relação às 1.573 com­putadas até segunda-feira (5).

Já são 53 óbitos em cinco dias de abril, dez a cada 24 horas, mas o boletim aponta uma ocorrên­cia oficial. Ribeirão Preto fechou março com 298 mortes por co­vid-19, apesar de o relatório da secretaria indicar 199. São nove óbitos a cada 24 horas, o mês com mais vítimas fatais da pan­demia – ultrapassou julho (244). Janeiro soma 169. São 193 casos em fevereiro. O recorde anterior de falecimentos anunciados em um único boletim pertencia a 29 de março, quando foram divul­gadas mais 28 vítimas fatais.

No total, são 1.043 mortes do ano passado e 562 de 2021. O recorde de falecimentos em 24 horas agora é de 1º de abril, com 22 óbitos, contra 16 do dia 25 de março, seguido pelos dias 23 e 30 do mês passado, com 15. Antes da segunda onda de covid-19 era de 24 de julho de 2020, de 13. As ocorrências fatais do novo boletim ocorre­ram entre os dias 1º de abril e a última segunda-feira, dia 5.

As vítimas são 21 homens e onze mulheres com idades entre 36 e 88 anos. Dezoito pacientes estavam internados em hospitais públicos, onze em instituições particulares e três faleceram em casa. A secretaria investiga se trÊs senhoras, de 47, 63 e 73 anos, sofriam de problemas de saúde. As outras 29 pessoas ti­nham doenças graves.

A tendência é de queda na comparação semanal. Entre 23 e 29 de março, ocorreram 76 fale­cimentos na cidade, cerca de um a cada duas horas e dez minu­tos. Nos sete dias subsequentes, entre 30 de março e 5 de abril, foram confirmados mais 72 óbi­tos, também um a cada duas ho­ras e 20 minutos, recuo de 5,3% e quatro casos a menos.

Se comparação considerar o período de 14 dias, a tendência ainda é de alta. Entre 9 e 22 de março foram 140 mortes, uma a cada duas horas e 25 minutos. Entre 23 de março e 5 de abril a cidade registrou 148 óbitos, cer­ca de um a cada duas horas e 15 minutos, oito a mais e aumento de 5,7% em relação ao período anterior, 288 no total de 28 dias.

A Secretaria Municipal da Saúde constatou que mais jo­vens estão morrendo de co­vid-19 este ano. No boletim divulgado ontem, dez das 32 vítimas tinham menos de 60 anos. Em compensação, os óbi­tos de pessoas idosas recuaram após o início da vacinação. Os meses com menos falecimentos são março de 2020 (dois, a pan­demia começou em meados do mês em Ribeirão Preto) e abril do ano passado (onze).

A taxa de letalidade subiu paa 2,6% – chegou a 5% em abril e a 5,3% em maio. Está no mesmo patamar dos índi­ces regional (2,3%), estadual (3,1%), nacional (2,6%) e do mundial (2,2%). Neste ano, até agora, a taxa de letalidade média, que era de 1,7% em fe­vereiro, subiu de 2,3%, depois para 2,4% em março, 2,5% e agora está em 2,6%.

A taxa de incidência de óbi­tos em 14 dias disparou e estava em 18,12 por 100 mil habitantes em 26 de março, contra 11,52 no dia 16. Era de 6,04 do dia 2 e 5,62 do dia 1º. Por sexo, as vítimas da covid-19 são 880 homens (54,8%) e 725 mulheres (45,2%). A mais jovem em toda a pan­demia é a menina de seis anos que morreu em 14 de fevereiro e a mais idosa, uma senhora de 102 anos que faleceu no dia 2 do mesmo mês deste ano.

O município de Ribeirão Preto superou a marca de 63,9 mil pacientes infectados pelo Sars-CoV-2 nesta semana – são 63.926. O Boletim Epidemio­lógico do Departamento de Vi­gilância em Saúde contabiliza a data do início dos sintomas e do diagnóstico da doença.