Mostra traz obras do Museu do Café

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ALFREDO RISK/ARQUIVO

O Complexo de Museus, seção da Secretaria Municipal da Cultura, abre nesta terça­-feira, 22 de outubro, no Ateliê CH Faria, Setor Mogiana, no RibeirãoShopping, exposição “Filhos do Café”, que ficará em cartaz para visitação até 22 de novembro, com entrada fran­ca. O empreendimento fica na avenida Coronel Fernando Ferreira Leite nº 1.540, no Jar­dim Califórnia, na Zona Sul de Ribeirão Preto. A visitação é permitida de segunda-feira a sábado, das dez às 22 horas, e aos domingos e feriados, das 14 às 20 horas.

Estarão expostas pe­ças provenientes do acervo do Museu do Café Coronel Francisco Schmidt e painéis adaptados do livro “Filhos do Café: Ribeirão Preto da terra roxa – tradicional em ser mo­derna”, publicado em 2010, como resultado de curadoria histórica do museu, via Fun­dação Instituto do Livro.

Além de conhecer mais sobre a história do período cafeeiro em Ribeirão Preto e região, os visitantes poderão apreciar objetos característi­cos da cultura cafeeira como moinhos, mostruário com ti­pos de grão de café, bustos de personalidades importantes para a cidade na época, pilão hidráulico e outros.

“A exposição retrata mo­mentos importantes de nossa história, que fizeram de Ribei­rão Preto a capital do café, reco­nhecida mudialmente por sua produção e qualidade de seus grãos”, ressalta José Venâncio Júnior, chefe do Complexo dos Museus, , no campus da Uni­versidade de São Paulo (USP), que abriga também o Museu Histórico e de Ordem Geral Plínio Travassos dos Santos.

Os museus
Com o objetivo de contar a história do “ciclo do café” em Ribeirão Preto e no Brasil, Plí­nio Travassos dos Santos come­çou a recolher e colecionar ob­jetos alusivos a cultura do “ouro verde”. Em 20 de janeiro de 1955, já com um número signi­ficativo de objetos, foi inaugura­do o Museu do Café, instalado provisoriamente, em três salas e três corpos das varandas que circundam o edifício do Museu Histórico. O prédio do Museu do Café Coronel Francisco Sch­midt foi inaugurado oficialmen­te em 26 de janeiro de 1957, no campus da Universidade de São Paulo (USP).

O Museu Histórico e de Ordem Geral começou a sair do papel em 1938, por inicia­tiva do seu patrono Plínio Tra­vassos dos Santos. Com o ob­jetivo de criar um Museu em Ribeirão Preto. A criação foi oficializada em julho de 1949. Em 1950, o município recebeu por empréstimo a casa-se­de (antigo Solar Schmidt) da Fazenda Monte Alegre. Este imóvel e a área circundante foram posteriormente doados (em regime de comodato) me­diante autorização legal. Em 28 de março de 1951, instalado definitivamente no antigo So­lar Schmidt, o museu foi inau­gurado, com as seções Artes, Etnologia Indígena, Zoologia, Geologia e Numismática.

Os Museus Histórico e do Café abrigam um dos mais importantes acervos relaciona­dos ao café, formado por cerca de três mil objetos, dentre eles documentos históricos, foto­grafias, numismática, etnologia indígena, mineralogia, mobi­liário, indumentária, além de obras de arte como pinturas e esculturas de artistas de renome como Victor Brecheret, Rodol­fo Bernardelli, José Pereira Bar­reto, Tito Bernucci, Oscar Pe­reira da Silva, J. B. Ferri, Odete Barcelos, Colette Pujol, muitas com temática histórica.

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