ALFREDO RISK

Decisão foi tomada em assembleia na madrugada de quarta-feira; empresas se comprometeram a pagar os salários até sexta-feira

Os seiscentos motoristas do transporte coletivo de Ribeirão Preto decidiram encerrar a greve iniciada no dia 24 de maio por causa do atraso do pagamento do vale referente ao mês de maio que deveria ter sido pago no dia 20 daquele mês. Segundo o Sindicato dos Empregados do Transporte Urbano de Ribeirão Preto (Seeturp), a decisão foi tomada antes das 5 horas da manhã de quarta-feira em assembleias realizadas nos portões das empresas Rápido D’Oeste e Transcorp que integram o Consórcio ProUrbano. Neste horário os ônibus começam a circular na cidade.

De acordo com o Sindicato as empresas se comprometeram a pagar o salário de maio que deveria ter sido pago na segunda-feira (07), quinto dia útil, data do pagamento da categoria. Também afirmaram que não descontarão os dias parados e desistirão da ação impetrada na Justiça do Trabalho contra a paralisação. Inicialmente os motoristas ficaram em greve entre os dias 24 e 26 de maio. Entre os dias 27 de maio e 6 de junho, o transporte coletivo não funcionou na cidade em função da medidas restritivas adotadas pela prefeitura para tentar impedir a proliferação do Coronavírus.

Já na segunda (07) e terça- feira (08) os motoristas continuaram em greve, mas em função de liminar concedida as empresas, eles colocaram nas ruas apenas 50% da frota em horário de pico e 35% em horários normais. É considerado horário de pico entre seis às oito horas da manhã e das 17 às 19 horas. Nesta quarta-feira com o fim da greve, os ônibus voltaram a rodar com a frota anterior à paralisação, que era de 80%. Este percentual havia sido estabelecido pela prefeitura por causa da pandemia do Coronavírus.

Embora as empresas não confirmem, o pagamento dos motoristas foi viabilizado graças a garantia do repasse emergencial pela prefeitura de R$ 17 milhões para o Consórcio como forma de mitigar o desequilíbrio financeiro causado pela queda de usuários na pandemia do Coronavírus. O repasse será feito em uma parcela de R$ 5 milhões referentes às perdas entre março e dezembro do ano passado e seis parcelas de R$ 2 milhões, cada uma referentes às perdas já contabilizadas ou que serão provocadas pela pandemia este ano.