Musical faz tributo a Adoniran Barbosa

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FOTO: ANDRÉ PATERLINI

O Coro Cênico Bossa Nos­sa apresenta nesta terça-feira, 19 de novembro, às 20 horas, no Theatro Pedro II, a produ­ção “Nóis ganha poco mais nóis si diverti”, dentro do proje­to Amigos da Casa. A peça ho­menageia o compositor e poeta paulistano Adoniran Barbosa (1910-1982). O tributo ao “Po­eta do Bixiga”, como também era conhecido, está emoldura­do no ambiente de um estúdio de rádio da década de 1950.

O espetáculo acontece na duração de um programa ra­diofônico, onde o Bossa Nossa revisita parte do repertório do consagrado paulistaníssimo, fi­lho de imigrantes venezianos, João Rubinato, ou apenas Ado­niran Barbosa. Além de parte do repertório do mais autêntico samba de São Paulo, o especta­dor/ouvinte é brindado com a atmosfera gostosa da “Era de Ouro do Rádio”.

Desfilam pelo programa “Ramalhete de Canções” – ca­pítulo romântico de rádio no­vela – “reclames” (comercias), serviço de utilidade pública, re­ceita caseira e entretenimento. Além da programação musical e variedades, o público/ouvinte também reconhecerá a pujança, a força e o papel aglutinador do rádio daquela época, ouvindo uma edição do “Repórter Esso”, um dos noticiários mais impor­tante do rádio nacional.

Um dos mais reconhecidos símbolos da “São Paulo da ga­roa”, Adoniran Barbosa cantou e viveu intensamente a fase áurea da cidade. O ator, comediante, compositor, cantor, ex-pedreiro, ex-garagista, ex-mascate, ex-en­canador, ex-garçom, marcou a história da música brasileira e a cena cultural urbana, porque era um ouvinte atento das ruas e dos personagens anônimos da cida­de que tinha pressa em crescer e que em função do progresso foi perdendo encantos que Adoni­ran insistia em cultivar.

Encantos reunidos em suas canções, na sua gramática pe­culiar, no seu olhar sempre enamorado sobre chão que ele adotou como único território pátrio: Sampa. Odônio dos Anjos, um dos responsáveis pelo Coro Cênico Bossa Nos­sa, afirma que Adoniran Bar­bosa “era ex tanta coisa e uma das expressões mais brilhantes do samba paulistano. Não há ninguém que não conheça pelo menos um dos seus sucessos. Sua obra é presença obrigató­ria, em toda roda de samba de ‘responsa’ no mundo inteiro”.

A concepção e a direção cê­nica são de Magno Bucci. A di­reção musical e teclado são de Adriane Biagini. A percussão é de Odônio dos Anjos e Gui­lherme Oliveira – o primeiro também assina a produção executiva com Fabiano Rangel. A sonoplastia é de Rogério Ce­neviva. A assistente de palco é Renata Gattás e os musicais são Fernanda Cecchi e Rita Paula Ignácio. No elenco de cantores e atores estão Adriane Biagini, Bia Ferreira, Fabiano Rangel, Fernanda Cecchi, Gi Bertone, Guilherme Oliveira, Odônio dos Anjos, Rita Paula Ignácio, Victor Ribeiro, Atores convidados, Robson Coimbra e Vanderlei Caetano.

Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entra­da). Estão à venda no guichê do espaço cultural. A meia-en­trada só vale para estudantes com carteirinha da instituição de ensino, professores, supervi­sores, diretores, coordenadores pedagógicos e titulares de qua­dro de apoio das escolas da rede pública (municipal e estadual) com apresentação de holerite ou documentação, idosos aci­ma de 60 anos com documen­to comprobatório (cédula de identidade, RG) e portadores de deficiência com um acom­panhante. Crianças menores de dois anos não pagam.

Não será permitida a entra­da após o início do espetáculo. A Fundação Pedro II também proíbe o consumo de comidas e bebidas no local. O Theatro Pedro II fica na rua Álvares Cabral nº 370, no Quarteirão Paulista, Centro Histórico de Ribeirão Preto. O local tem ca­pacidade para 1.588 pessoas, mas parte foi interditada por segurança. Atualmente conta com 1,3 mil lugares. Telefone para mais informações: (16) 3977-8111. O espetáculo não é recomendado para menores de 12 anos devido ao horário

O espetáculo integra o pro­jeto Amigos da Casa, da Fun­dação Dom Pedro II, lançado para valorizar os artistas locais e democratizar o acesso à cul­tura, com uma proposta de formação de público para apre­sentações artísticas nas áreas de música, teatro e dança, em um dos principais cartões-postais de Ribeirão Preto e segundo maior teatro de ópera do Brasil, o Theatro Pedro II.

Amigos da Casa
Desde que o projeto “Ami­gos da Casa” foi implantado, em 2009, o Theatro Pedro II é palco para que os artistas da ci­dade tenham a oportunidade de aprimorar e desenvolver seus espetáculos, promovendo a arte e a cultura junto à comunidade com o objetivo de democratizar o acesso e formação de plateia.

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