O prefeito Duarte Nogueira (PSDB) anunciou na manhã desta terça-feira, 12 de janeiro, os novos secretários do Meio Ambiente e da Infra-estrutura. Sonia Valle Walter Borges de Oliveira será nova secretária do Meio Ambiente no lugar de Otávio Okano. Já Luís Eduardo Garcia ocupará a pasta da Infraestrutura no lugar de Alexandre Betarello.


Luís Eduardo Garcia é engenheiro formado pela Faculdade de Engenharia Industrial pela PUC de São Paulo, em Programação e Análise de Sistemas pelo IBM, administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas,

Administração Geral pela PUC de Goiás e em Banco de Dados Georreferenciado pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) de São José dos Campos.


Em 2018 atuou como secretário Adjunto do Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto, Daerp. Além de exercer outros cargos, já foi diretor regional de Planejamento do governo do Estado de São Paulo e diretor de Organização, Métodos e Coordenador Administrativo e de Recursos Humanos do Poder Judiciário do Estado de Goiás. É assessor da diretoria da AEAARP, Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto, desde 2016.


Sonia Valle Walter Borges de Oliveira é graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo-FAU-USP. Mestre em Engenharia Hidráulica e Saneamento pela Escola de Engenharia de São Carlos-EESC-USP e doutora em Administração pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade-FEA-USP. Suas principais áreas de atuação são; Arquitetura e Urbanismo, Saneamento Básico, Administração Geral e Estratégia. Especialista em sustentabilidade, teorias da administração, planejamento estratégico, tomada de decisão, gestão ambiental, gestão de resíduos, tratamento de esgoto sanitário, energias alternativas, ecoeficiência, tratamento de formol de líquido de preservação de peças anatômicas. Já atuou como docente entre os anos de 2005 e 2017 pela Faculdade de Economia, Administração de Contabilidade de Ribeirão Preto (USP) além de importantes cargos na mesma Universidade.


Troca-troca – Em menos de três dias o governo do prefeito Duarte Nogueira (PSDB), perdeu dois integrante do primeiro escalão. De sexta-feira até ontem, pediram para deixar os cargos, os secretários municipais do Meio Ambiente, Otávio Okano e o da Infra-estrutura Alexandre Betarello. A exoneração dos dois foi publicada no Diário Oficial do Município desta segunda-feira, 11 de fevereiro. Otávio Okano alegou motivos pessoais e o fato de estar cansado e precisar diminuir o ritmo de trabalho. Okano é servidor público estadual concursado da Cetesb como engenheiro e ontem a tarde já havia se apresentado ao antigo trabalho. “Nos últimos dezoito anos trabalhei como gestor e estou precisando diminuir a intensidade de minhas atividades profissionais. Por isso decidi sair”, afirmou ao Tribuna.


Já o arquiteto Alexandre Betarello disse que a sua saída faz parte de uma renovação natural e que voltará para a iniciativa privada. Sobre sua gestão de dois anos a gente da secretaria, ele afirmou que está deixando tudo preparado para que seu sucessor consiga fechar grande parte dos buracos da malha viária da cidade. Ele cita a licitação de R$ 2,7 milhões com recursos próprios da administração para a recuperação de 13 quilômetros de vias em 53 trechos de 14 bair¬ros. O processo licitatório tinha valor estimado em cerca de R$ 3,98 milhões, mas com o pregão eletrônico houve uma economia de 31,18% ao município, e a em¬presa foi contratada por R$ 2,74 milhões. “Estamos deixando tudo pronto para o novo secretário poder trabalhar”, disse. Ele também negou que sua saída tenha sido provocada pelo desgaste político que a administração municipal enfrenta em função dos buracos na Malha viária.


Meio ambiente – Durante o segundo ano da gestão de Otávio Okano, Ribeirão Preto, que em 2017 havia despencado 40 po¬sições no Ranking Ambiental do Programa Município Verde Azul (PMVA) da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SMA) conseguiu se recuperar e agora ocupa a 41ª po-sição. A co¬locação é resultado da avaliação técnica das informações forneci¬das pelas prefeituras, com critérios pré-estabelecidos de medição da eficácia das ações executadas. A nota de Ribeirão Preto, que fechou 2017 em 69.42, sal¬tou para 85.63 no ano passado.


Já em relação a arborização, dados da secretaria municipal do Meio Ambiente de Ribeirão Preto revelam que foram plantadas no município – zona rural e zona urbana – 91.400 árvores, ou seja, uma média diária de 169 mudas. Isso sem contabilizar outras 73.216 espécies plantadas na Estação Ecológica Guarani, localizada as margens da rodovia Abraão Assed, nas proximidades do Rio Tamanduá e do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Ribeirão Preto.


Apesar destes números a Comissão Permanente do Meio Ambiente da Câmara Municipal cobra o plantio de árvores de forma mais homogênea na cidade. Segundo a Comissão existem aglomerados verdes, como o Morro do Mosteiro São Bento, a Mata de Santa Tereza e o campus da USP que são decisivos para o aumento do índice de cobertura arbórea. Contudo, em bairros como o Jardim Jandaia a falta de árvores faz a temperatura no bairro ser, em média, três graus acima de outras regiões.

Infra-estrutura – Desde que assumiu o cargo o secretário municipal da Infra-estrutura, Alexandre Betarello enfrentou dificuldades para fechar os buracos do asfalto na cidade. Segundo dados da Administração Municipal dos 1.500 quilômetros de ruas e avenidas pavimentadas em Ribeirão Preto, 225, ou seja, 15% apresentam problemas como, deteriorização ou buracos na malha viária. Diariamente, segundo a secretaria municipal de Infra-estrutura são fechados 800 buracos nas ruas e avenidas.


No dia 24 de janeiro, em depoimento a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a operação tapa buracos na cidade que a Prefeitura não tinha condições de executar integralmente os serviços de tapa buracos, segundo todas as normas técnicas exigidas para o serviço especificadas pela Associação Brasileira de Norma Técnicas (ABNT). Ele citou como exemplo a falta de rolos para compactação da massa asfáltica aplicada. Com isso, hoje esse trabalho acaba sendo feito pelos próprios veículos que passam pelas ruas ou avenidas após a realização da operação. Hoje o município tem apenas um rolo compactador quando precisaria no mínimo de quatro. Atualmente a operação emergencial, denominada pelo então secretário, como colocação de remendos é realizada por quatro equipes da própria secretaria de Infra-estrutura.

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