Ribeirão Preto ganhou outra cara. Está difícil caminhar sem encontrar uma obra viária. São aquelas prometidas pelo Prefeito Nogueira antes das eleições. Iniciadas, garan­tiram a reeleição. Até aí, tudo normal.

Mas há obras paradas. Têm empresas que se mudaram para livrar-sedo sofrimento (perda da clientela) e têm as que se mantiveram no mesmo ponto e, agora, a obra não anda. É o caso do túnel da Av. Independência. Dizem que “já assistimos esse filme” e, assim, aguardam o próximo ano eleitoral (2022), pior se for o do distante 2024.

Elas dão a ideia de uma cidade evoluída (futurista não), priorizam o transporte coletivo, com corredor próprio; quem vive no empurra-empurra de todo dia, indo e voltando do trabalho, caçando covid, espera que também venham mais ônibus. Nogueira poderá ser o nosso “Faria Lima”, que “revolucionou” o trafego da São Paulo, desa­propriando muito – por aqui não chega a tanto. Mas será lembrado, como ocorre com o seu saudoso pai.

O que destoa dessa imagem do Nogueira (o filho) é a situação do Bosque Zoológico Fábio Barreto. As onças que morreram não foram substituídas; leões e lobo guará não se vê mais; sobrou o urso e o filhote de tigre; dois pavões circulam livres; os saguis estão soltos nas árvores; sobram lembranças dos cativeiros, hoje vazios, dos tanques com água parada, suja, propícia ao criadouro da dengue.

O imóvel do restaurante dançante (era impróprio ao local) foi cedido à Secretaria do Meio Ambiente e virou depósito de outra Secretaria (a da Educação); o Parque Infantil acabou; a Escolinha de Artes fechou; o bochas “morreu”; o Aquá­rio está fechado; o Serpentário não abre mais; as gaiolas (de alvenaria) dos pássaros viraram bebedouro/lava mãos dos visitantes; ruas internas bloqueadas tirama circulação dos pedestres, impedem a saída; onde estão os orientadores do público?; faltam placas informativas sobre as aves e animais e deixaram de pintar e cuidar das áreas construídas que cedem aos vazamentos das águas das chuvas.

Cativeiros sem conservação; avança o ferrugem, grades sem resistência; só uma pequena lanchonete, explorada por diferentes comerciantes em cada dia; os muros (Ruas Taman­daré e Capitão Salomão) tombaram na época da Dárcy e 12 anos depois estão trocados por cercas (improvisadas) de arames (frágeis) e não há policiais (nem da Guarda Civil) para segurança pessoal, nem para a preservação do local.

Se precisar de ajuda não tem a quem se dirigir; não há ambulatório médico para primeiros socorros a adultos e crianças que se acidentam; inexiste ambulância ao público; os sanitários são precários, crianças usam com os adultos;­sábado, domingo e feriado não abre (visita só dias úteis); faltam obras de acessibilidade e deficientes não encontram cadeiras/veículos motorizados, não tem ajuda pra subir (é só morro).

O administrador desaparece sem radiocomunicador; só o portão da Rua Carlos Gomes abre ao público, outros três não; veículos de visitantes, ficam na rua onde os “flaneli­nhas” agem e cobram (à vontade); vizinhos convivem com odor da mata insalubre e temem as fugas dos animais, como já ocorreram (insegurança da população ao redor).

Nogueira sabe disso tudo? Talvez, não. Envelhecimento e abandono, evidentes. Esse fim não combina com a nova cara da cidade. Refazer o Bosque e mudar o zoo, um sim geral.