Parece uma insistência desmedida, mas não é. Já tratamos do assunto em outras ocasiões e novamente precisamos que a população atue firme no combate aos criadouros do mos­quito Aedes aegypti. Estamos fazendo o chamamento, que é praticamente uma convocação, por ser uma medida impres­cindível. Nenhum trabalho de combate ao mosquito surtirá os efeitos esperados se as pessoas não estiverem engajadas, comprometidas e atuarem na mesma direção. Já está com­provado que 80% dos criadouros estão dentro dos imóveis ocupados; sejam residências ou locais de trabalho.

Os números de casos de dengue crescem de forma alarmante. No primeiro bimestre deste ano o número de registros chegou a 388, contra 82 casos em janeiro e fevereiro do ano passado. Ape­nas em fevereiro deste ano foram 219 casos. No mesmo período de 2018 foram 37. O Sinal de alerta é muito evidente. Precisamos reduzir a quantidade de criadouros urgentemente.

A prefeitura tem seus meios de combate, mas a colabora­ção das pessoas é que torna estes meios mais eficientes, porque precisamos acabar com os criadouros dentro dos imóveis, que é onde o mosquito transmissor vive, se reproduz e transmite a doença a humanos por meio de picadas. Cada morador pode e precisa ajudar na eliminação dos locais propícios à procriação do Aedes, principalmente evitando deixar vasilhas com água limpa e parada. Também é importante verificar vasos, ralos e calhas, onde pode ocorrer acúmulo de água limpa.

A Secretaria Municipal da Saúde está trabalhando todos os dias, de forma intensa, com vistorias e bloqueios em locais onde a presença de criadouros é maior. Também já progra­mamos para esta sexta-feira, dia 15, um grande mutirão envolvendo toda a administração direta e indireta. Será um dia de limpeza para a eliminação dos criadouros, com o envolvimento de secretarias e autarquias, servidores e veícu­los, e ajuda da sociedade civil organizada, que já participa da organização e divulgação do dia de combate ao mosquito.

Também criamos, por decreto publicado no último dia 7, as “Brigadas contra o Aedes aegypti”, que atuarão em todas as unidades da administração municipal. Cada órgão terá três servidores responsáveis por vistorias semanais nos prédios onde trabalham. Eles elaborarão relatórios das vistorias para informar a Secretaria da Saúde sobre as condições encontra­das e as medidas adotadas. Assim faremos em nossos prédios o que as pessoas devem fazer em seus imóveis, no dia a dia.

É uma guerra declarada, porque essa é a única forma de derrotarmos o mosquito e evitarmos que uma nova epidemia de dengue se instale na cidade como ocorreu em tempos recentes, com enormes prejuízos para as pessoas. Temos a oportunidade de evitar o aparecimento de novos casos com medidas simples e que não tomam muito tempo e nem exigem muito esforço. Mas o prazo para estas ações não é longo. Precisamos agir rápido porque as chuvas intensas do período aumentam em muito os locais onde novas larvas se desenvolvem e crescem.

Já temos a adesão de entidades da sociedade civil, imobili­árias, condomínios, líderes religiosos e associações de mora­dores. Com certeza as pessoas se mobilizarão nesta batalha em prol da saúde. Vamos aproveitar para perenizar o hábito. Manter a conduta mesmo quando os números de registros de doenças forem mínimos. Ter como meta a erradicação. Com isso não teremos o desconforto provocado pela doença e so­brarão recursos para outros atendimentos tão necessários.

Vamos prevenir. Simplesmente porque prevenir é mais fácil, mais econômico e a única forma de se evitar a doença e seus efeitos.

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