O presidente eleito, Jair Bolsonaro, indicou nesta quar­ta-feira (5) que ainda não esco­lheu os titulares para os minis­térios do Meio Ambiente e dos Direitos Humanos. Também sinalizou que ainda está inde­finido o destino da Fundação Nacional do Índio (Funai), hoje vinculada ao Ministério da Jus­tiça, e que pode ser transferida para outra pasta. Mas, segundo Bolsonaro, a decisão mais difí­cil envolve o Meio Ambiente.

“Está difícil. Temos bons nomes, mas estamos procuran­do aquele que melhor se adapte àquilo que eu quero, ou seja, a preservação do meio ambiente sem prejudicar outras atividades [econômicas]”, disse Bolsona­ro após ser condecorado com a Medalha do Pacificador.

Essa indefinição é marcada por uma disputa entre os nú­cleos político e militar do fu­turo governo de Jair Bolsonaro e a intenção de dar um novo perfil ao Ministério do Meio Ambiente. Bolsonaro pretende indicar um nome que faça uma “sinergia” com o setor ruralista com o argumento de que existe no País uma “indústria de mul­tas” ambientais.

Num encontro com de­putados do MDB em Brasília, Bolsonaro disse que há “muita coisa em jogo” nessa área e a pasta será a última das 22 que terá seu titular anunciado.

Mais uma vez, o presiden­te eleito criticou a legislação ambiental pelo excesso de exi­gências que acabam por difi­cultar o empreendedorismo no país. “Precisamos de segu­rança jurídica”, disse.