O desafio é nosso

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O novo normal está se concretizando aos poucos. As cida­des vão reabrindo, buscando a retomada da atividade econômi­ca, e a população precisando reaprender a viver nesse contexto da pandemia, que ainda exige cuidados com a saúde individual e coletiva. Aqui no Brasil, país continental bonito por natureza, as realidades da quarentena foram completamente diferentes em cada canto de nosso território, e na Educação não foi dife­rente. Mas o que não mudou foi a resiliência de todos aqueles realmente engajados na missão de Educar.

Embora ainda tivéssemos cenários díspares nos rincões do Brasil, de uma certa forma a Educação já vinha se apro­priando das tecnologias de informação e comunicação antes da pandemia. Mas vivenciamos uma mudança drástica e sem precedentes mediante o risco do novo coronavírus.

Os espaços educacionais, ou seja, as creches, as escolas, colégios e instituições de ensino superior – dedicados a trans­mitir o beabá, ao desenvolvimento cognitivo, a oferecer um ambiente socializador, a desenvolver habilidades e compe­tências e a permitir a transformação do indivíduo para um futuro melhor – tiveram de ser fechados.

Alunos e suas famílias precisaram se moldar a essa neces­sidade de distanciamento e buscaram mecanismos para man­ter os estudos, infelizmente nem sempre acessível a todos. E os professores, protagonistas desse ensino, foram levados a um novo modelo de transmissão de conhecimento, com a tecnologia mediando essa relevante relação docente-aluno.

É na crise e na ruptura que a humanidade vem desenvol­vendo tecnologias e novos hábitos para vencer as adversida­des. E a pandemia também é este momento, de nos reinven­tarmos nas nossas práticas, de ampliar os conhecimentos em outras áreas, de encantarmos ainda mais com nosso ofício de educar. Definitivamente, nada será igual.

Os desafios estão sendo e serão inúmeros, mas juntos estamos lutando e nos adaptando. As palavras de ordem neste momento tão complexo são a empatia, a resiliência, a adap­tação e a colaboração. Existem dias que estamos mais otimis­tas, e em outros parecem amanhecer nublados. E nesses dias nublados, precisamos refletir, olhar para o céu e ver que as nuvens existem, mas que são passageiras.

O desafio de fazer acontecer é nosso, de educadores, alunos, instituições, autoridades, sociedade… é de cada um, é de todos nós, o desafio é nosso! Espero que essa fase de nossa história tenha reflexos positivos na valorização do professor, pois eles inspiram, alimentam a semente do aprender em cada um de seus alunos. Que a sociedade perceba e valorize a importância deles para a construção da cidadania, no cresci­mento de indivíduos conscientes de seu papel e no desenvol­vimento de nosso País. Que possamos acreditar ainda mais na força da Educação, e que juntos possamos construir uma nova realidade.

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