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29 de junho de 2022 | 18:45
Jornal Tribuna Ribeirão

O petróleo é nosso

Com a invasão da Polônia pelas tropas da Alemanha Nazista, em 1939, foi iniciada a II Grande Guerra Mundial, o mais longo conflito bélico da humanidade.

Afirmava-se que o Brasil somente ingressaria na guerra se fosse encon­trada uma “cobra fumando”, ou seja, nunca. No mais alto escalão governa­mental havia políticos contra e a favor da política brutal instalada por Hitler na Alemanha. Na Europa a guerra acabou em 30 de abril de 1945, com a invasão dos russos em Berlim.

Os Estados Unidos não ingressaram imediatamente na guerra no cenário europeu, pois lutavam apenas contra o Japão, após terem sido bombardeadas as suas instalações em Pearl Harbor, no Haiti, em dezembro de 1941. Mesmo após a derrota da Alemanha nazista, o Japão não se entregou quando então os EUA lançaram as suas bombas atômicas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki. Hoje o arquipélago de Havaí foi transformado em um estado norte-americano.

O Brasil ingressou na guerra após ter alguns de seus navios afundados por ataques de submarinos alemães. As tropas brasileiras invadiram a Itália e participaram da guerra contra soldados de Hitler e de Mussolini. A cobra fumando foi convertida no sinal das tropas brasileiras.

No território brasileiro, já durante a guerra houve uma gravíssima falta de gasolina. Nos nossos poucos veículos foram instalados tanques para a conversão de carvão no combustível, chamado “gasogênio”. Foram instalados nos nossos veículos uns tanques bem grandes para o consumo do “gasogênio”. Até os veícu­los oficiais passaram a usar esse combustível. Até mesmo as nossas ambulâncias.

Durante aquele período, o grande escritor e promotor de Justiça, Mon­teiro Lobato iniciou batalhas pela exploração do petróleo no Brasil. Voltava dos Estados Unidos onde prestou serviços ao governo brasileiro. Percebeu a grande importância tanto do petróleo, da abertura das estradas, como da necessidade do homem usar sapato para estancar a malária. Acabou preso e seus livros, inclusive aqueles dedicados para as crianças foram condenados como comunistas. Era ele fazendeiro em Taubaté.

No final da década de quarenta, sendo presidente o General Eurico Gaspar Dutra, eclodiram movimentos em favor da exploração do petróleo no Brasil, sustentando que se a Bolívia havia encontrado o combustível, com certeza o mesmo deveria ocorrer entre nós.

A luta foi inaugurada pelos estudantes, então reunidos na UNE, que não somente sustentavam que havia petróleo no Brasil, como também que deveria ser ele explorado somente por brasileiros, erguendo a bandeira do “Petróleo é Nosso”.

As forças armadas brasileiras deram grande apoio público à luta do “Petróleo é Nosso”. E, seguramente, converteram-se nas grandes defensoras da busca da verdade.

Merece ser registrado que, naquele período, esteve no Brasil um técnico americano, considerado o mais perfeito conhecedor do problema. Publica­mente pronunciou sua sentença, proclamando inexistir petróleo no Brasil.

Surgiu então a Petrobras, instrumento da investigação da matéria, como também o instrumento da sua exploração estatal pelo governo brasileiro. De lá para os nossos dias, o petróleo não somente foi descoberto em nosso território, como também sob o nosso mar, ou seja, no pré-sal, convertendo o Brasil num dos maiores produtores do combustível do mundo.

Seguramente, a política instalada pelos brasileiros, com forte lideran­ça das forças armadas foi convertida no mais importante acontecimento empresarial instalado em nosso território.
Aqueles que negavam a existência do petróleo no Brasil e que hoje trabalham pela privatização da Petrobras, batalham contra o futuro da nação.

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