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Ribeirão Preto
7 de julho de 2022 | 13:54
Jornal Tribuna Ribeirão
Carolina Sabbag Salotti repudiou a agressão sofrida pela procuradora-geral de Registro-SP (Foto: Alfredo Risk)

OAB Ribeirão repudia agressão a procuradora em Registro-SP

Presidente e vice da Comissão da Mulher Advogada da Subseção Ribeirão Preto divulgam nota pública reforçando necessidade de luta combatendo qualquer forma de discriminação contra a mulher

A agressão sofrida pela procuradora-geral de Registro-SP, Gabriela Samadello Monteiro de Barros evidenciou que nem mesmo órgãos responsáveis por lutar pelo fim da violência contra a mulher estão livres desta prática brutal. A procuradora foi agredida por seu subordinado, o procurador Demétrius Oliveira de Macedo, por conta de um procedimento administrativo instaurado para apurar maus tratos contra outra funcionária.

A Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção Ribeirão Preto, se manifestou sobre o assunto através de uma nota pública assinada pela presidente e vice da Comissão da Mulher Advogada, respectivamente Carolina Sabbag Salotti e Maria Angélica Netto Bellini.

Na nota, a Comissão da Mulher Advogada repudia as gravíssimas agressões físicas e verbais praticadas pelo procurador. A presidente da Comissão lamenta que a violência contra a mulher é uma realidade alarmante no País, ocorrendo em qualquer lugar ou instituição.

“O cargo ocupado pelo agressor e pela vítima e o local onde as agressões ocorreram causam maior perplexidade à sociedade” (Foto: Alfredo Risk)

“O cargo ocupado pelo agressor e pela vítima e o local onde as agressões ocorreram causam maior perplexidade à sociedade. Entretanto, essa situação é um exemplo de como a violência contra a mulher é um problema estrutural e não isolado, decorrente do machismo que ainda impera em nosso meio, podendo atingir a nós todas independentemente da escolaridade do agressor e/ou da superioridade hierárquica da ofendida em relação a este”, avalia Carolina.

Ela espera que o caso seja apurado pelos órgãos competentes com seriedade e celeridade, garantindo os direitos à ampla defesa e ao contraditório ao procurador, que já foi afastado pela Prefeitura de Registro, com prejuízo de seus vencimentos.

Carolina cita como exemplo dados divulgados pelo Fórum Nacional de Segurança Pública ano passado, que demonstram um número alarmante. Entre maio de 2020 e maio de 2021, a cada minuto oito mulheres foram vítimas de violência no Brasil.

Este número mostrou uma tendência de aumento nos casos de violência contra a mulher verificados a partir do isolamento social imposto pela pandemia da Covid-19. “Com a retomada das atividades externas, havia esperança de diminuição dos casos, o que, ao que parece, não tem ocorrido”, analisa a advogada, que acrescenta: “A OAB estará sempre vigilante e cumprirá seu papel para que essa realidade seja modificada.”

Por: Adalberto Luque

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