Foto: Divulgação/Band

Um ano depois de filiar-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em março do ano passado, o jornalista e apresentador do programa “Brasil Urgente”, da Band TV, o ribeirão-pretano José Luiz Datena trocou de sigla e fe­chou com o Partido Social Li­beiral (PSL) em 28 de junho.

Depois de ser lançado pelo PSL como pré-candi­dato à Presidência da Repú­blica, agora Datena recebeu, nesta semana, um convite de filiação partidária ao Parti­do Democrático Trabalhista (PDT). A informação foi di­vulgada por Carlos Lupi, pre­sidente da sigla.

O pedetista, ex-deputa­do federal e ex-ministro do Trabalho e Emprego dos go­vernos petistas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rouss­seff, diz que deu a opção de o apresentador concorrer a vice-presidente, integrando uma chapa com Ciro Gomes na disputa pelo Palácio do Planalto em 2022.

Além dessa opção, segundo Lupi, Datena poderá concorrer ao governo de São Paulo ou a uma cadeira no Senado, pelo Estado. “Senti que ele gostou da ideia”, avalia o presidente do PDT sobre a proposta feita ao jornalista ribeirão-pretano.

Segundo o pedetista, apesar de Datena ter se filiado há pou­co tempo no PSL, o apresenta­dor disse estar insatisfeito com o partido devido a problemas internos e não quer permane­cer na legenda. Lupi conta que Ciro Gomes tem uma boa rela­ção com o apresentador.

Eles já tinham tido con­versas informais sobre o tema. Diante do convite ofi­cial, o presidente do PDT dis­se que José Luiz Datena “está para decidir”, mas nenhum dos dois estabeleceu um pra­zo para a resposta. Ciro Go­mes é sondado como o possí­vel candidato a representar a terceira via em 2022.

Estará na frente que faz forte oposição ao presiden­te Jair Bolsonaro. Sobre um possível impacto negativo de posicionamentos já feitos a favor de medidas do chefe do Executivo e de entrevistas concedidas, Lupi avalia que isso não é uma preocupação.

“Ele é jornalista, entrevista todo mundo”, comenta. “Faz parte do jornalismo”. De acor­do com Lupi, a escolha de qual cargo José Luiz Datena pode se lançar depende também das pesquisas eleitorais. Em 4 de março do ano passado, o jor­nalista fez um discurso emo­cionado ao assinar sua filiação ao MDB, em Brasília.

O ato foi acompanhado pelo então presidente da Câ­mara, Rodrigo Maia (sem partido), que é amigo do apre­sentador de televisão, e pelo deputado federal ribeirão-pre­tano Baleia Rossi (SP), que disputava a sucessão de Maia. Presi-dente nacional do MDB, Baleia Rossi disse à época que a filiação do conterrâneo José Luiz Datena ao partido ajuda­ria na recuperação da sigla.