Ao iniciar minha gestão na prefeitura de Ribeirão Preto defini cinco “Pês” para nortear nossa administração, que são priorizar, planejar, propagar, persistir e perenizar. E o quarto P desta relação, assim como os demais, tem sido levado à risca em nossas atividades administrativas, com o objetivo de perseguir com determinação as metas estabelecidas, os compromissos assumidos com a sociedade. No governo não é permitido esmo­recer. Até porque há sempre dificuldades na concretização de projetos, porque eles são sempre maiores e em maior quantidade que os recursos disponíveis.

É justamente em função deste descasamento de projetos planejados e recursos disponíveis que muitas vezes só conse­guimos tornar realidade os planos estabelecidos bem depois do tempo que estabelecemos, do nosso tempo. Há momentos em que os obstáculos nos levam ao cansaço, mas não ao desânimo. Até porque é preciso mostrar aos incrédulos que as possibilida­des existem e o momento certo vai chegar, desde que tenhamos a persistência sempre presente. Assim é no setor público, na ini­ciativa privada e na vida pessoal. Precisamos defender as nossas ideias e vontades com firmeza.

Quando assumimos a prefeitura, os recursos do PAC da Mobilidade estavam praticamente perdidos. Corremos atrás, com persistência e vontade de realizar, e conseguimos reativar os projetos e retomar os recursos destinados às obras. Ao mesmo tempo viabilizamos os valores necessários à contrapartida do município e iniciamos os projetos, com alguns já concluídos, como quatro pontes nas avenidas Francisco Junqueira e Fábio Barreto, a duplicação e ampliação da avenida Antônia Mugnatto Marincek e a implantação do corredor do transporte coletivo na avenida do Café, com a revitalização de toda a via.

Os recursos para a construção do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) também não chegaram no nosso tem­po. Mas nunca perdemos de vista a possibilidade de realizar a obra que vai impactar positivamente a saúde de toda a região de Ribeirão Preto. A edificação está iniciada. Toda a área já passou por terraplenagem e as fundações estão em execução. Estamos acompanhando de perto toda a implantação, com visitas técnicas periódicas para manter o cumprimento dos cronogramas estabe­lecidos. Estou convicto de que teremos, a partir da inauguração do prédio, uma estrutura de excelência nos serviços de saúde que serão realizados no AME.

A busca pela segunda unidade do Restaurante Bom Prato é outra que encontrou resultado positivo e sai do papel graças à persistência de muitos integrantes das administrações municipal e estadual. O governo do estado de São Paulo sempre demons­trou interesse em atender à reivindicação da implantação do Bom Prato nas proximidades do Hospital das Clínicas e traba­lhou para isso. Precisou, no entanto, encontrar os recursos neces­sários e as obras estão em andamento.

Outro grande exemplo é a ampliação e modernização do ae­roporto Leite Lopes. Uma discussão que atravessou décadas está próxima de seu desfecho positivo. Com a privatização proposta pelo governo estadual, o aeroporto receberá os investimentos necessários sem onerar o contribuinte paulista, porque o finan­ciamento virá da iniciativa privada. Por anos a fio lutamos por esta realização, conversando com os governos estadual e federal, sem descanso. A persistência valeu a pena.

Agora estamos em outra persistência. Desta vez não se trata de realização de obras, mas do oferecimento de um produto que todas as pessoas anseiam com vigor; a vacina contra a covid-19. Também não vamos descansar nesta busca. Se esta é a única forma de salvar as pessoas da doença, vamos usar as nossas melhores energias para conseguir a imunização. E sei que teremos sucesso.