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13 de agosto de 2022 | 16:19
Jornal Tribuna Ribeirão
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Geral

Piso do frete rodoviário sobe de 7,06% a 8,99%

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou nova tabela com pre­ços mínimos de frete rodovi­ário atualizados, com reajuste médio de 7,06% a 8,99%. Os efeitos variam conforme o tipo de carga, número de eixos, dis­tância do deslocamento e tipo de operação. A atualização dos valores foi publicada em edi­ção extra do Diário Oficial da União (DOU) na noite da últi­ma sexta-feira, 24 de junho.

O reajuste foi feito após ser constatada variação superior a 5% no preço do óleo diesel pra­ticado na bomba dos postos de varejo no mercado nacional em relação aos valores de referência utilizados na tabela do frete an­terior. A ANTT deliberou sobre a atualização após a Agência Na­cional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divul­gar preço médio do diesel S10 na última semana.

O valor é de R$ 7,678 por litro, o que significa alta de 13,73% ante o preço médio do combustível considerado na planilha de cálculos da tabela anterior da ANTT, de R$ 6,751 por litro. Os valores do óleo die­sel S10 praticados nos postos de combustíveis do país são di­vulgados pela ANP em levanta­mentos semanais.

Os do frete rodoviário po­dem ser consultados em https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-210-de-24-de­-junho-de-2022-410357009. Pela legislação, a ANTT tem de reajustar a tabela do frete a cada seis meses ou quando a variação do preço do diesel for igual ou superior a 5% – quando é acio­nado o mecanismo de gatilho. O último reajuste da tabela pelo mecanismo do gatilho havia sido feito em 19 de março.

A Política Nacional de Pi­sos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas foi ins­tituída em 2018 pelo governo Michel Temer (MDB), após greve nacional dos caminho­neiros que paralisou o abaste­cimento do país. O reajuste da tabela do frete era demandan­do pelos caminhoneiros, após aumentos sucessivos no preço dos combustíveis pela Petro­bras. A categoria alega que a cotação aplicada no cálculo do piso estava defasada.

Isso ocorre porque a atu­alização da tabela do frete não é feita de forma imediata, porque o reajuste da Petrobras refere-se ao preço do combus­tível nas refinarias, enquanto o valor adotado como referência na tabela do frete é a média dos preços praticados nas bombas dos postos de combustíveis, auferido em levantamento se­manal feito pela ANP, e não os anunciados pela petroleira.

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