Preço do etanol pode subir até 10%

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ALFREDO RISK/ARQUIVO TRIBUNA

A Central de Monitoramen­to do Núcleo Postos Ribeirão Preto – iniciativa que reúne 85 revendedores de combustíveis da cidade, o equivalente a 50% do mercado local – emitiu co­municado à imprensa infor­mando que nos próximos dias poderá ocorrer um novo au­mento no preço do etanol nas bombas. A alta para o consumi­dor acontece após as unidades produtoras e as distribuidoras elevarem o preço em mais 2% na última semana.

Na última sexta-feira, 1º de novembro, o preço do álcool re­gistrou a sétima alta seguida nas usinas paulistas desde meados de setembro, segundo dados di­vulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Apli­cada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) – vinculada à Universi­dade de São Paulo (USP). O úl­timo levantamento mostra que o litro do hidratado aumentou 1,92% na semana passada, de R$ 1,8221 para R$ 1,8571.

O produto acumula eleva­ção de 9,26% em menos de 50 dias. A tendência é a mesma em relação ao preço do anidro – adicionado à gasolina em até 27% –, com elevação de 2,63%, de R$ 1,9870 para R$ 2,0393. Em cerca de 40 dias, a correção chega a 10,13%. Já a gasolina acumula alta de 6% nas refina­rias da Petrobras desde 19 de setembro, quando subiu 3,5% – o reajuste de 2,5% ocorreu no dia 27 daquele mês.

Para os representantes da iniciativa, o impacto nas bom­bas será um aumento acumu­lado de 30 dias e semelhante ao valor praticado pelas distribui­doras aos revendedores (donos de postos). “É o sétimo aumen­to em menos de 45 dias e já acumula mais de 10% de alta do produto no mercado pro­dutor”, diz o Núcleo do Postos, grupo integrante do Programa Empreender da Associação Comercial e Industrial de Ri­beirão Preto (Acirp).

Na maioria dos mais de 150 postos bandeirados da cidade, o preço do litro do etanol custa, em média, R$ 2,80 (R$ 2,799) – há estabelecimentos que ven­dem o álcool por R$ 2,71 (R$ 2,709). Nos sem-bandeira, é vendido em média por R$ 2,73 (R$ 2,729), mas é possível en­contrar o hidratado por R$ 2,58 (R$ 2,579). O consumidor deve pesquisar porque há locais que oferecem desconto para quem pagar em dinheiro.

Segundo o mais recente le­vantamento da Agência Nacio­nal do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), reali­zado entre os dias 27 de outubro e 2 de novembro, em 108 cida­des paulistas, o preço médio do derivado de cana-de-açúcar em Ribeirão Preto é de R$ 2,752, alta de 0,15% em relação ao co­brado até dia 26 de outubro, de R$ 2,748, acréscimo de R$ 0,004.

Nos postos bandeirados de Ribeirão Preto, o litro da gaso­lina é vendido, em média, por R$ 4,40 (R$ 4,399), mas é pos­sível encontrar o produto por R$ 4,31 (R$ 4,309). Nos sem­-bandeira, o derivado de pe­tróleo custa R$ 4,35 (R$ 4,349), mas alguns revendedores co­bram menos, entre R$ 3,96 (R$ 3,959) e R$ 4,20 (R$ 4,199). O consumidor deve pesquisar porque também há desconto no derivado de petróleo para pagamento em dinheiro.

Segundo o mais recente le­vantamento da ANP, o preço médio do litro da gasolina em Ribeirão Preto é de R$ 4,286, praticamente o mesmo cobra­do no período anterior, de R$ 4,287, desconto de R$ 0,001, re­tração de 0,02%. O litro do diesel também ficou estável, com leve queda de 0,05%, baixando de R$ 3,629 para R$ 3,627, abatimento de R$ 0,002. Nas bombas, varia entre R$ 3,39 (R$ 3,389) e R$ 3,50 (R$ 3,499) nos independen­tes e entre R$ 3,70 (R$ 3,699), R$ 3,77 (R$ 3,769) e R$ 3,80 (R$ 3,799) nos franqueados.

O consumidor deve pes­quisar. Considerando os valo­res médios da agência, de R$ 2,752 para o álcool e R$ 4,286 para a gasolina, ainda é mais vantajoso abastecer com eta­nol, já que a paridade está em 64,2% – deixa de ser vantagem encher o tanque com o deri­vado da cana-de-açúcar a re­lação chega a 70%. Com base nas médias dos postos bandei­rados e sem-bandeira da cida­de, a paridade está entre 63,6% e 62,7%, respectivamente.

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