ALFREDO RISK

Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizado entre 5 e 11 de setembro, o preço do etanol hidratado voltou a subir nas bombas de Ribeirão Preto na semana passada, bateu novo recorde histórico e já está aci­ma de R$ 4,40. O litro da gaso­lina já passa de R$ 5,80

O preço médio cobrado pelo litro do etanol hidratado saltou para R$ 4,428, o maior valor da história desde que a agência pas­sou a pesquisar preços no mu­nicípio, alta de 1,9% em relação aos R$ 4,344 cobrados no dia 4, o mais alto até então.

O preço do litro da gasolina também subiu. Agora custa, em média, R$ 5,810, alta de 1,1% em relação aos R$ 5,745 cobrados anteriormente. A paridade entre os derivados de cana-de-açúcar e de petróleo continua acima do limite. Agora está em 76,2%, ante 75,6% do dia 4 e 76,1% do dia 28 de agosto. Chegou a 77,1% em 26 de junho.

A competitividade oscila entre 66% e mais de 77% des­de dezembro. Considerando os valores médios da agência, pode não ser mais vantajoso abastecer com o derivado de cana-de-açúcar, já que a pa­ridade com a gasolina está no limite – deixa de ser vantagem encher o tanque com álcool quando a relação chega a 70%.

Os preços dos combustíveis dispararam nas bombas de Ri­beirão Preto na semana passa­da, mesmo sem movimenta­ção nas refinarias da Petrobras e nas usinas de açúcar e álcool neste início de semana. Muitos postos receberam gasolina e etanol já com aumento das dis­tribuidoras, que aproveitaram o protesto dos caminhoneiros bolsonaristas como desculpa para o reajuste.

Nas bombas da maioria dos postos bandeirados de Ri­beirão Preto, o litro da gasolina custa entre R$ 5,80 (R$ 5,799) e R$ 6,10 (R$ 6,097). O preço médio é de R$ 6 (R$ 5,997). Nos sem-bandeira, custa entre R$ 5,40 (R$ 5,399) e R$ 5,70 (R$ 5,699), e o valor médio é de R$ 5,60 (R$ 5,599), mas o consumidor deve pesquisar porque há revendedores fran­queados e independentes que cobram mais e outros, menos.

O etanol custa entre R$ 4,60 (R$ 4,599) e R$ 4,90 (R$ 4,899) nos postos bandeirados, com média de R$ R$ 4,70 (R$ 4,697), mas há locais onde chegou a R$ 5 (R$ 4,999). Nos sem-bandei­ra o álcool é vendido entre R$ 4,10 (R$ 4,099) e R$ 4,50 (R$ 4,499), com média de R$ 4,30 (R$ 4,299), mas há postos in­dependentes cobrando R$ 4,80 (R$ 4,799). O consumidor deve pesquisar porque há variação para mais e para menos.

Com base nos valores de R$ 4,70 para o derivado da cana e de R$ 6 para o do petróleo, a paridade está em 78,3% e não é vantajoso abastecer com álcool.

O reajuste de 3,3% no li­tro da gasolina que a Petrobras repassou às distribuidoras de combustível, em 13 de agosto, provocou um “efeito cascata” nas bombas de Ribeirão Preto.

O preço do óleo diesel não é reajustado desde 6 de julho, quando aumentou 3,7%. O valor de R$ 6 para a gasolina é o maior da história – também chegou a R$ 6 (ou R$ 5,999) du­rante a greve dos caminhonei­ros, em maio de 2018, quando o etanol atingiu R$ 5 (ou R$ 4,999), mas a situação não era de mercado, e sim atípica.

Usinas
O preço do etanol subiu nas usinas paulistas pela sétima semana seguida e o hidratado segue acima de R$ 3,20. Os da­dos foram divulgados na sexta­-feira (10), pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplica­da (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/ USP). O litro do etanol hidrata­do subiu de R$ 3,2245 para R$ 3.2365, alta de 0,37%. O preço do anidro – adicionado à gasolina em até 27% – aumentou 0,16% e ultrapassou R$ 3,80. Saltou de R$ 3,7849 para R$ 3,8251.