Jornal Tribuna Ribeirão

Presidente da Petrobras nega desabastecimento

MARCELO CAMARGO/AG.BR.

O presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna, descartou qualquer risco de desabastecimento de deriva­dos de petróleo no país, duran­te audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, nesta ter­ça-feira, 23 de novembro.

Questionado sobre as refi­narias que estão sendo vendi­das, ele afirmou que a Petrobras monitora todas as unidades que estão à venda e não há qualquer problema na produção. A estatal colocou oito das suas treze refi­narias à venda e até o momento conseguiu vender apenas três.

Segundo Luna, a refinaria de Mataripe, na Bahia, vendida para o fundo de investimen­tos Mubadala, está com fator de utilização de 91%, mesma média das outras refinarias da Petrobras no momento, e não 60%, como foi questionado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM).

Reajustes
O presidente da Petrobras afirmou que a empresa está há 30 dias sem reajustar os com­bustíveis e que analisa se fará um reajuste para baixo, mas que nada está decidido. Durante a sessão na CAE, os senadores su­geriram a criação de um fundo estabilizador para reduzir a vola­tilidade do preço dos combustí­veis no mercado brasileiro.

Sugeriram o uso dos divi­dendos da empresa, enquanto outros parlamentares defendem a taxação das exportações do pe­tróleo. Luna, porém, alertou que a estatal não é a instância correta para essa cobrança, já que se tra­ta de política pública.

Joaquim Silva e Luna disse que a estatal não tem o mono­pólio no setor de combustíveis no Brasil desde 1997 e que, por isso, não é correto responsa­bilizar unicamente a estatal pelo aumento dos preços. “Boa parte da sociedade está presa à Petrobras de ontem e não à de hoje”, disse.

“A afirmação de que a Petro­bras é um monopólio não está correta. Ela compete livremente com outros atores do mercado”. Disse que a estatal responde por apenas uma fração dos preços do combustível no Brasil. Ele lembrou aos senadores que em­presas importadoras têm parti­cipação no mercado e na forma­ção de preços.

Entre exemplos de grandes importadoras de diesel e gaso­lina, ele citou Vibra, Ipiranga, Raízen e a Atem. “A Petrobras acompanha preços de merca­do, resultado do equilíbrio en­tre oferta e demanda”, explicou. “Reajusta os preços dos combus­tíveis observando os mercados externo e interno, competição entre produtores e importadores e a variação do preço no merca­do mundial”, argumentou.

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