JOSÉ PAULO LACERDA/CNI

Os economistas do mer­cado financeiro alteraram a previsão para o Índice Nacio­nal de Preços ao Consumidor Amplo – o indexador oficial de preços – em 2021. O Re­latório de Mercado Focus di­vulgado nesta segunda-feira, 7 de junho, pelo Banco Cen­tral, mostra que a mediana para o IPCA este ano foi de alta de 5,31% para 5,44%. Há um mês, estava em 5,06%.

A projeção dos economis­tas para a inflação está acima do teto da meta de 2021, de 5,25%. O centro da meta para o ano é de 3,75%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). A previsão para o índice em 2022 foi de 3,68% para 3,70%. Quatro semanas atrás, estava em 3,61%.

O relatório Focus trouxe ainda nesta segunda-feira (7) a projeção para o IPCA em 2023, que segue em 3,25%. No caso de 2024, a expecta­tiva também permanece em 3,25%. Há quatro semanas, eram de 3,25% para ambos os casos. Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instru­mento a taxa básica de juros, a Selic, fixada atualmente em 3,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic termine 2021 em 5,75% ao ano. Há um mês, o número estava em 5,50%. No caso de 2022, a projeção do BC permanece em 6,50% ao ano, ante 6,25% de um mês antes. Para 2023, segue em 6,50%, igual a qua­tro semanas atrás. Para 2024, continua em 6,50%, o mesmo patamar de um mês atrás.

A previsão para o cresci­mento do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de to­dos os bens e serviços pro­duzidos no país – subiu de 3,96% para 4,36%. Há quatro semanas, a estimativa era de 3,21%. Para 2022, o mercado financeiro alterou a previsão do PIB de alta de 2,25% para 2,31% Quatro semanas atrás, estava em 2,33%.

No Focus divulgado nesta segunda-feira, a projeção para a produção industrial de 2021 passou de alta de 5,50% para 6,10%. Há um mês, estava em elevação de 5,50%. No caso de 2022, a estimativa de cresci­mento da produção industrial saltou de 2,30% para 2,40%, ante 2,00% de quatro sema­nas antes. A mediana das ex­pectativas para o câmbio no fim do período seguiu em R$ 5,30, ante R$ 5,35 de um mês atrás. Para 2022, a projeção para o câmbio também segue em R$ 5,30, ante R$ 5,40 de quatro pesquisas atrás.