Produção de vacina russa deve começar em dezembro

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DADO RUVIC/REUTERS

O Brasil deve começar a produzir em larga escala, já em dezembro, doses da va­cina russa contra a covid-19, Sputnik V. O anúncio foi fei­to nesta segunda-feira, 19 de outubro, em coletiva de espe­cialistas e autoridades russas. A farmacêutica responsável é a União Química.

Os russos informaram que já começaram a trans­ferir tecnologia para os bra­sileiros, mas que leva alguns meses para preparar para uma produção em larga es­cala. Como se trata de uma emergência, o processo está sendo feito de forma acele­rada e deverá estar concluído em dezembro.

Índia, Coreia do Sul e China são outros três paí­ses que, ao lado do Brasil, vão produzir a vacina russa em larga escala. Na Índia, a produção já começa em no­vembro. Segundo os russos, em todos os testes feitos na Rússia até agora não houve a constatação de nenhum efei­to colateral grave.

Os únicos efeitos notados foram febre, mal estar passa­geiro e dor no local da injeção. Ainda segundo o Instituto Gamaleya, desenvolvedor da vacina, o imunizante garante imunidade de até dois anos contra o novo coronavírus.

O Brasil é o país “abso­lutamente prioritário” para recebimento da vacina russa, afirma Kirill Dmitriev, CEO do Fundo Russo de Investi­mento Direto (RDIF, na si­gla em inglês), que financiou os estudos do imunizante. A Sputinik V deve começar a ser distribuída em caráter preliminar no país em de­zembro de 2020, segundo Dmitriev, com aplicação em massa nos primeiros meses de 2021.

Em pronunciamento vol­tado à América Latina, o CEO do RDIF apontou que a vacina experimental está em fase de realização de estágios clínicos no Brasil, mas que es­pera aprovação “em breve”. “A vacina provou 100% de eficá­cia”, garante Dmitriev. “Uma pequena porcentagem de pessoas pode ter febre, mas até agora não tivemos com­plicações graves”, acrescenta.

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