FERNANDO FRAZÃO - AGÊNCIA BRASIL

Estudantes, professores e profissionais da educação parti­ciparam, nos 26 estados do país e no Distrito Federal, de atos contra o bloqueio de verbas para a Educação anunciado pelo go­verno nas últimas semanas. De acordo com a PM, 15 mil pesso­as protestam em Brasília no co­meço da tarde na Esplanada dos Ministérios. Os organizadores estimam o público em 50 mil.

Em outras capitais, a PM ainda não divulgou a estimati­va de público. Segundo organi­zadores, 250 mil pessoas foram às ruas em Belo Horizonte e 10 mil em Fortaleza.

Em apoio ao movimento, universidades e escolas — públi­cas e particulares — paralisaram suas atividades. Na véspera dos protestos, parlamentares relata­ram que Bolsonaro teria recua­do dos cortes na Educação, mas o governo, em seguida, negou.

No Rio, as manifestações contra os cortes de verbas nas instituições federais de ensino já interdita diversas vias no Cen­tro do Rio de Janeiro. Segundo informações do Centro de Ope­rações da Prefeitura, a interdição acontece na Avenida Presiden­te Vargas, entre a Avenida Rio Branco e a Rua Primeiro de Março, no sentido Praça XV.

Após o fim da manifestação contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) no centro do Rio de Janeiro, um grupo de pessoas mascaradas entrou em confronto com a Polícia Mili­tar. Os policiais reagiram com bombas de gás e houve correria ao redor da Praça da República e ao longo da avenida Presiden­te Vargas. Os confrontos conti­nuavam às 19h50.

Em São Paulo, A USP, a Unesp e a Unicamp confir­maram adesão ao movimen­to de paralisação. Em frente a um campus da USP, ma­nifestantes protestaram com gritos de “Educação não é esmola, Bolsonaro tira a mão da minha Escola”.

Em Ribeirão Preto, cerca de quatro mil pessoas protestaram contra o anúncio de cortes feito pelo governo. Em São Carlos, uma manifestação de alunos da UFSCar também tomou conta de ruas no centro da cidade.

No Twitter, a hashtag #Tsu­namidaEducação ocupou o primeiro lugar como o assun­to mais comentado na rede no país. A partir dela, foram com­partilhadas imagens e registros dos protestos pelo país e men­sagens de apoio ao movimento. Internautas também usaram #15M, em referência à data, para falar nas redes sobre a paralisa­ção desta quarta-feira.

Em março, um decreto esta­belecia o contigenciamento de R$ 5,8 bilhões previstos para a educação. Em abril, o MEC in­formou o bloqueio de 30% de verba de custeio para as univer­sidades e institutos federais. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi sabatinado na Câmara nesta quarta-feira para tratar dos cortes.

Até o encerramento desta edição não havia um balanço oficial do número de pessoas que participaram dos protestos em 170 cidades brasileiras.

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