ALFREDO RISK/ARQUIVO TRIBUNA

A Petrobras reajustou o preço da gasolina em 7,2% no último sábado, 9 de outubro. O litro do derivado de petróleo ficou R$ 0,20 mais caro. Para a gasolina A (sem adição de álcool anidro), o preço médio de venda da estatal, para as dis­tribuidoras, passou de R$ 2,78 para R$ 2,98 por litro.

Já o preço do etanol voltou a subir nas usinas paulistas na semana passada, depois de um recuo de 0,23% no período an­terior – antes, foram nove altas seguidas. O hidratado já ultra­passou a barreira de R$ 3,30. O litro do álcool combustível avançou de R$ 3,2922 para R$ 3,3411, aumento de 1,49%.

Esses aumentos já estão sendo repassados ao consumi­dor, em Ribeirão Preto, e a ex­pectativa é de alta generalizada no decorrer da semana, quando os mais de 250 postos da cidade receberão os combustíveis das distribuidoras já com os novos valores. A gasolina subiu nas refinarias da Petrobras após 58 dias de estabilidade.

O preço do etanol anidro – adicionado ao derivado de petróleo em até 27% –, que ha­via recuado 0,30%, agora subiu 0,86% e está perto de R$ 3,85. Passou de R$ 3,8105 para R$ 3,8432. Os dados são divulga­dos semanalmente pelo Cen­tro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agri­cultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP). O último ba­lanço saiu na sexta-feira (8).

Segundo a Petrobras, a ga­solina e também sua matéria­-prima, o petróleo, estão em recorrente valorização. A com­panhia fala em “elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo, impacta­dos pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial, e da taxa de câmbio, dado o fortalecimento do dólar em âmbito global”.

Nos últimos doze meses, até setembro, segundo o Ín­dice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geogra­fia e Estatística (IBGE), o pre­ço da gasolina avançou 39,6% no país. O etanol acumula 64,77% no mesmo período, ante 33,05% do diesel.

Os preços dos combustíveis voltaram a subir em alguns postos de Ribeirão Preto nes­te início de semana. A média para a gasolina agora chega a R$ 6,20 nos postos bandeira­dos, alta de 1,6% em relação aos R$ 6,10 da semana passa­da, aporte de R$ 0,10. Mas há vários locais que já estão co­brando R$ 6,30 (R$ 6,297)

No caso do etanol, o pre­ço médio está em R$ 4,90 nos postos franqueados, R$ 0,10 a mais e aumento de 2,1% em comparação com os R$ 4,80 do período anterior, mas nesta se­gunda-feira (11) havia reven­dedor negociando o litro por R$ 5 (R$ 4,999). E tem posto cobrando R$ 6,80 (R$ 6,799) pelo litro do derivado do pe­tróleo e R$ 5,30 (R$ 5,299) pelo da cana-de-açúcar.

Nos sem bandeira, a média para a gasolina é de R$ 5,60 (R$ 5,599), mas tem postos cobrando R$ 5,90 (R$ 5,899). O etanol é vendido, em média, por R$ 4,50 (R$ 4,499), mas al­guns revendedores cobram R$ 4,80 (R$ 4,799). O consumidor deve pesquisar porque há va­riação para mais e para menos tanto nos bandeirados quanto nos independentes.

Com base nos valores de R$ 4,90 para o derivado da cana e de R$ 6,20 para o do petróleo, a paridade está em 79% e não é vantajoso abas­tecer com álcool, o limite é de 70%. O preço do óleo diesel subiu 8,89% nas refinarias da Petrobras em 29 de setembro. O litro passou de R$ 2,81 para R$ 3,06, aporte de R$ 0,25.

Os valores de R$ 6,80 para a gasolina e de R$ 5,30 para o etanol são os maiores da histó­ria – chegaram a R$ 6 (ou R$ 5,999) e R$ 5 (R$ 4,999) du­rante a greve dos caminhonei­ros, em maio de 2018, quando o etanol atingiu R$ 5 (ou R$ 4,999), mas a situação não era de mercado, e sim atípica.

Segundo o levantamento semanal da Agência Nacio­nal do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado entre 3 e 10 de ou­tubro, os preços médios dos combustíveis dispararam em Ribeirão Preto. O litro do etanol está acima de R$ 4,51 e bateu novo recorde. A gaso­lina superou R$ 5,90.

O preço médio cobrado pelo litro do álcool hidrata­do saltou de R$ 4,441 para R$ 4,518 – o maior valor da história desde que a agência passou a pesquisar preços no município –, alta de 1,7%. O recorde anterior, de R$ 4,501, havia sido constatado em 25 de setembro.

O preço do litro da gasoli­na agora custa, em média, R$ 5,902, alta de 1,5% em relação aos R$ 5,814 cobrados ante­riormente. A paridade entre os derivados de cana-de-açúcar e de petróleo continua aci­ma do limite. Agora está em 76,6%, ante 76,4% do dia 1º e de 76,7% do dia 25. Chegou a 77,1% em 26 de junho.