O real é a terceira moeda que mais se desvalorizou em relação ao dólar em abril, em uma lista de 47 moedas com cotações à vista. A expectativa de um novo aperto nos juros nos Estados Unidos também tem pressionado outras divisas, mas no Brasil, esse movimento é acentu­ado diante das incertezas eleitorais. A moeda americana fechou ontem em alta de 0,45%, a R$ 3,4861.

Grandes bancos reconhecem que há aumento das incertezas eleitorais. O desempenho do real só não foi pior que o bolívar vene­zuelano, que derrete com a crise humanitária, e o rublo russo, que sofre com a incerteza geopolítica. Abril tem sido ruim para a maior parte das moedas do mundo. A expectativa de que os juros ame­ricanos subam mais rapidamente que o esperado é o motor comum para a desvalorização de 33 moe­das neste mês.

O cenário externo, porém, é apenas uma parte da explicação. Problemas domésticos castigam algumas divisas mais fortemente e o Brasil está nessa onda. Em abril, o dólar ficou 5,2% mais caro na com­paração com o real brasileiro. Essa perda de valor levou a moeda nor­te-americana a um patamar não visto desde 6 de junho de 2016, quando alcançou R$ 3,4913.