ENTREVIAS/ DIVULGAÇÃO

A Entrevias Concessionária de Rodovias dá início à Operação Corta Fogo com a intensificação do monitoramento de pontos de maior incidência de quei­madas às margens das rodovias sob a sua concessão, de Marília até Florínea, e de Ribeirão Pre­to até Igarapava. Coordenada pela Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), a iniciativa conta com o apoio das demais empresas administradoras de rodovias no Estado.

Em todo o eixo viário geren­ciado pela Entrevias foram regis­trados 140 focos de incêndio em área de domínio/lindeiro de janei­ro a maio de 2019. Desse total, 86 ocorrências foram registradas na região de Ribeirão Preto (SP-322, SP-330, SP-328 e SP- 351) – cerca de 17 por mês – e 54 na região de Marília (SP-333, SP-294 e SP-266). No ano passado, de maio a agosto, foram 226 casos, sendo 75 na re­gião de Ribeirão Preto e 151 nas estradas de Marília a Florínea.

O histórico das ocorrências mostra que o perímetro urbano das rodovias sempre concentra o maior número de queimadas, principalmente devido ao descar­te de lixo pela população lindeira e maior presença de pedestres e usuários. O total de resíduos gera­dos no eixo viário da região de Ri­beirão Preto, de janeiro a abril de 2019, foi de 64 toneladas. Um dos locais com mais descarte irregular é no quilômetro 328 da Rodovia Alexandre Balbo (SP-328), junto à área urbana localizada na região Norte de Ribeirão Preto.

Dois caminhões de combate a incêndios estão posicionados 24 horas por dia em locais estratégi­cos, já monitorados pelo Centro de Controle Operacional (CCO) da Concessionária. Para atender os casos na região de Ribeirão Preto, a viatura fica posicionada na base do Serviço de Atendi­mento aos Usuários (SAU) em Sertãozinho, para deslocamentos necessários no Anel Viário Nor­te e Sul, SPA 325 – Bandeirantes e SP-322, do quilômetro 326 ao 343, de Sertãozinho a Pontal.

Desde o início do mês, os PMVs da Entrevias (Painéis de Mensagens Variáveis) já exibem mensagens de alerta aos usuários, conscientizando para evitar in­cêndio e, em caso de presenciar algum foco, entrar em contato pelo 0800 3000 333. O tempo seco dos meses de inverno e o vento facilitam a propagação das chamas nas vegetações que mar­geiam as estradas.

“O fogo, além de ser um pro­blema ambiental, que atinge a flo­ra e em alguns casos a fauna, tam­bém representa risco à segurança dos motoristas, já que a fumaça é densa e reduz a visibilidade. Por isso, a principal orientação con­tinua sendo evitar colocar fogo e descartar lixo e bituca de cigarro às margens da rodovia, no mato seco”, diz o gerente de operações da Entrevias, Jorge Baracho.

O programa de prevenção é da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e envolve diversos ór­gãos, como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, entre outros. De acordo com a Artesp, o período compreendido de junho a setem­bro concentra mais da metade dos casos de queimadas às margens das rodovias concedidas.

Nessa época do ano, os fun­cionários da Entrevias que tra­balham na inspeção de tráfego circulam em viaturas pelo trecho concedido para atendimento aos usuários. Os veículos utilizados contêm abafadores para iniciar o combate a pequenos focos de in­cêndios. Algumas dessas viaturas também são equipadas com pe­quenos tanques de água para au­xiliar no combate às chamas.

Uma das principais causas de queimadas nas rodovias é o lan­çamento de pontas de cigarros pelas janelas dos veículos. Ou­tro fator crítico é o crescimento do lançamento de balões nessa época do ano em razão das tra­dicionais festas juninas e julinas. Também são causas de incên­dios às margens das rodovias a utilização de fogo para limpe­za de terrenos, queima de lixo, fogueiras e queimadas para fins agrícolas não autorizados.


As cinco dicas de segurança
No caso do motorista se deparar com alguma queimada na rodovia, além de avisar os órgãos competentes, ele pode tomar algumas precauções para prevenir acidentes:
– Fechar os vidros do veículo
– Manter distância segura do veículo da frente
– Trafegar com farol baixo aceso
– Não ligar o pisca alerta com o veículo em movimento
– Não parar na faixa de rola­mento

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