Reprovação do governo cai a 31%

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José Cruz/Agência Brasil

Gustavo Porto (AE)

A reprovação do governo de Jair Bolsonaro recuou ao menor nível desde maio de 2019, de acordo com levanta­mento da XP Investimentos em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) divul­gado nesta quinta-feira (15).

Os dados apontam que 31% dos entrevistados con­sideraram o governo ruim e péssimo, mesmo percentual daquele mês do ano passado. Há um ano, em outubro de 2019, essa fatia era de 38% e, no mês passado, de 36% .

Outros 39% avaliaram o governo como ótimo ou bom, estável ante setembro e maior índice desde os 40% de fevereiro de 2019. Uma fatia de 28% considera o go­verno regular, ante 24% em setembro.

Para 39%, a perspectiva é ótima e boa e para outros 32% e ruim e péssima para o restante do mandato do presidente. Outros 26% espe­raram um resto de governo como regular.

Apesar da melhora, a va­riação nos quesitos entre os levantamentos de setembro e outubro está dentro está dentro da margem de erro da apura­ção, de 3,2 pontos. O levanta­mento teve abrangência nacio­nal e ouviu mil entrevistados, por telefone, entre sexta-feira (9) e domingo (11).

Congresso
De acordo com o levanta­mento da XP Investimentos/ Ipespe, 41% dos entrevista­dos avaliaram o Congresso Nacional como ruim ou pés­simo, contra 42% no mesmo período de 2019 e 38% em setembro. O desempenho do Congresso foi considerado ótimo e bom por apenas 11%, ante 13% em janeiro e 14% em outubro de 2019.

Outros 42% dos entre­vistados consideraram o Parlamento como regular – 44% no mês passado e 39% há um ano. Para 40%, a corrupção aumentará ou aumentará muito nos próxi­mos seis meses e para 33% a expectativa é de que fique como está. Outros 23% dos entrevistados esperam uma diminuição ou uma grande diminuição na corrupção.

No momento em que o governo Bolsonaro consolida a aliança ao “Centrão”, o le­vantamento XP/Ipespe apon­tou que metade dos entrevis­tados acha que o presidente deveria flexibilizar suas po­sições para aprovar sua agen­da, ainda que isso signifique se afastar do discurso inicial. Para 32%, Bolsonaro deveria endurecer suas posições em relação ao Congresso.

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