O estudante Caio Siqueira, durante solenidade online de premiação - Divulgação

“Devido à quarentena, tive pouco contato com qualquer outra pessoa estudando Física. Então, nesses últimos dois anos, estudei com o sonho de passar para a IPhO, sem saber como estava minha preparação em relação aos demais. Eu sonhei, desacreditei, chorei e me reergui várias vezes durante todo o meu processo de aprendizagem, independentemente das minhas chances de passar ou não. Aprendi e continuo aprendendo muito sobre mim mesmo no Colégio Objetivo. Estou muito feliz pelo meu resultado e anseio pelos próximos desafios que encontrarei em minha vida.”

(Caio Augusto Siqueira)

O ribeirão-pretano Caio Augusto Siqueira, hoje morador do município de Santo André, região do ABC Paulista, e aluno da 3ª série do Ensino Médio do Colégio Objetivo Integrado, localizado na capital, acaba de conquistar a cobiçadíssima medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Física (IPhO, na sigla em inglês), uma das mais complexas olimpíadas científicas do conhecimento voltadas a estudantes do Ensino Médio. Caio Augusto foi a única medalha de ouro da equipe brasileira.

Este ano, diante da necessidade de cumprimento das regras de isolamento social decorrentes da pandemia, a IPhO ocorreu de forma on-line, de 17 a 24 de julho, com a participação de 380 estudantes de 76 países.

Observados por uma câmera, os participantes, individualmente, fizeram as provas em seus países de origem, em locais determinados pela organização. No Brasil, Caio Augusto, junto com os outros quatro integrantes da delegação brasileira, realizou seus exames em Campina Grande, na Paraíba. A premiação também aconteceu remotamente, no dia 24.

Com provas teóricas e experimentais, ele ultrapassou todos os desafios dos exames propostos pela IPhO: na prova teórica, foram exigidos conhecimentos sólidos de Física Moderna e Mecânica Quântica; na prova experimental, conhecimentos profundos de eletricidade e comportamento de dispositivos eletrônicos.

“Caio cumpriu com entusiasmo o que os professores e monitores lhe passaram durante a longa preparação para essa prova, chamando-nos a atenção pela intensidade de sua evolução, sempre nos pedindo mais e mais materiais de estudos. Isso contribuiu para o seu excelente desempenho em uma das mais trabalhosas e longas edições da IPhO”, afirma o Prof. Danilo Rodrigues, que acompanhou o aluno em Campina Grande.

Caio tem apenas 17 anos, mas sua vocação para o estudo e pesquisa científica vem de longe. Ele é aluno do Objetivo, em São Paulo, desde a 1ª série do Ensino Médio. Estimulado pelo Colégio, dia após dia seu interesse pelas olimpíadas científicas ganhou força. É de Caio, por exemplo, as medalhas de ouro nas edições da Olimpíada Brasileira de Física de 2019 e 2020. Também em 2019, quando ainda cursava a 1ª série, ele foi medalhista de ouro na Olimpíada Internacional Júnior de Ciências (IJSO, na sigla em inglês), realizada no Catar.

“Essa medalha na IPhO tem o poder de conduzi-lo para universidades nacionais como USP, Unicamp e Unesp e internacionais como Harvard, MIT, Princeton, Yale, entre outras. Estamos orgulhosos. O Colégio Objetivo foi pioneiro na conquista do primeiro ouro do Brasil na IPhO em 2011 e, já em 2012, veio novo ouro. Dali em diante, vieram mais e mais premiações”, conta Ronaldo Fogo, professor orientador nos Cursos Especiais de Física do Objetivo.