O número de inadimplentes em Ribeirão Preto aumentou 8,86% em junho deste ano na comparação com o mesmo pe­ríodo de 2018, de 243.520 para 265.097, com 21.577 devedores a mais. Significa que 38,1% da população da cidade, estimada em 694.534 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geo­grafia e Estatística (IBGE), tem alguma conta em atraso, aponta a Serasa Experian.

Na comparação com maio, quando a cidade tinha 260.493 inadimplentes, a alta chega a 1,76%. Ou seja, 4.604 ribeirão­-pretanos a mais deixaram de pagar as contas em junho. No mês anterior, 37,50% dos mora­dores da cidade tinham alguma fatura pendente. Ribeirão Pre­to fechou o ano passado com 253.260 devedores, alta de 5,7% em relação aos 239.507 de de­zembro de 2017, acréscimo de 13.753 pessoas.

Ribeirão Preto encerrou o primeiro semestre deste ano com a inadimplência em alta. Em comparação com os 253.260 devedores dos seis meses anteriores (número de dezembro), o crescimento é de 3,37%, com 11.837 inadim­plentes a mais. O pico deste ano foi registrado em abril, quando 266.374 moradores da cidade tinham alguma conta penden­te, 38,3% da população.

A média de crescimento da inadimplência em Ribeirão Preto no mês de junho é supe­rior à nacional, que ficou em 2,6%, saltando de 61,8 milhões de devedores em 2018 para 63,4 milhões no sexto mês deste ano – 1,6 milhão entraram na lista de “maus pagadores”. É o novo recorde para o período desde o início da série, em 2016, segun­do a Serasa Experian. Na com­paração com junho de 2017, o índice teve aumento de 4,62%, com 2,8 milhões de inadim­plentes a mais do que os 60,6 milhões da época.

Dados apurados pela Confe­deração Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que o valor mé­dio da dívida do brasileiro ficou estável em junho. Somando to­das as pendências, cada consu­midor inadimplente devia, em média, R$ 3.252,70 – cifra 0,4% inferior ao constatado em maio (R$ 3.239,48). O valor represen­ta quase três vezes e meia o sa­lário mínimo no país (R$ 998). Em média, cada devedor tem duas contas em aberto.

O valor é 42% maior que a renda média mensal do traba­lhador brasileiro – de R$ 2.290, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cada consumidor negativa­do têm, no geral, duas dívidas em aberto. Com base no va­lor médio das dívidas, de R$ 3.252,7048, e considerando que cada um dos 265.097 ribeirão­-pretanos inadimplentes tenha apenas um débito, o montan­te chega a R$ 862.281.011,90, também cerca de 2,2% su­perior ao valor estimado em maio, de 843.861.863,64, ou R$ 18.419.148,26 a mais.

Segundo levantamento da Serasa Experian, cerca de 23 milhões de brasileiros têm dívi­das em atraso de até R$ 500. O número representa mais de um terço (36,3%) dos 63,4 milhões de inadimplentes em junho de 2019, novo recorde histórico do indicador. Em média, estas pessoas têm duas contas atra­sadas e negativadas, que juntas somam este valor. São Paulo é o Estado com o maior volume de pessoas pertencentes a este grupo de devedores, com pou­co mais de 4,5 milhões.

Depois aparece o Rio de Janeiro, com 2,2 milhões de pessoas inadimplentes. Caso optem por regularizar sua si­tuação financeira, cerca de 39 milhões de dívidas em aberto e negativadas sairiam do cadas­tro de inadimplentes da Serasa Experian, que oferece serviços gratuitos para ajudar os consu­midores a consultar sua situa­ção financeira e renegociar suas dívidas. Também disponibiliza a consulta gratuita de Cadastro de Pessoa Física (CPF) pela in­ternet, no site www.serasacon­sumidor.com.br ou no aplicati­vo “Serasa Consumidor”.

Dados da CNDL e do SPC Brasil também mostram que um percentual relevante de pessoas que estão com contas em atraso deve quantias que não chegam a quatro dígitos. Em cada dez consumidores que começaram o mês de agosto com o Cadastro de Pessoa Física (CPF) inscrito na lista de inadimplentes, qua­tro (37%) devem até R$ 500 e a maioria dos devedores (53%) possui dívidas que somadas não ultrapassam R$ 1 mil.

Outros 20% devem algum valor entre R$ 1 mil e R$ 2,5 mil, ao passo que 16% devem entre R$ 2,5 mil R$ 7,5 mil. Já as dívidas acima de R$ 7,5 mil são objeto de preocupação de 10% das pessoas que estão ne­gativadas no Brasil. Com base nestas informações, cerca de 98.085 ribeirão-pretanos (37% de 265.097) devem cerca de R$ 500. O montante da ina­dimplência neste grupo chega a R$ 49.042.500,00.

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