Jornal Tribuna Ribeirão

Rodoviária terá ação pró-doação de órgãos

ALFREDO RISK

No mês marcado pelo Dia Nacional da Doação de Ór­gãos, comemorado em 27 de setembro, a Socicam – empre­sa responsável pela gestão do Terminal Rodoviário – abra­ça a causa e em parceria com a Organização de Procura de Órgãos de Ribeiro Preto, en­tidade ligada ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Me­dicina da Universidade de São Paulo (FMRP/USP), participa da campanha de incentivo à doação e transplante de órgãos.

Para celebrar o “Setembro Verde”, que enaltece a impor­tância da doação de órgãos e a realização de transplantes, quem passar pelo empreendi­mento durante este mês po­derá conferir um monumento instagramável no saguão de entrada do terminal e uma ho­menagem aos médicos Agenor Spallini Ferraz e Jeová Nina Rocha. Ambos fizeram his­tória na doação de órgãos e levaram esperança para quem tanto precisava.

No mesmo período, a Or­ganização de Procura de Ór­gãos de Ribeiro Preto promete ações dirigidas à população de Ribeirão Preto e região, levan­do o tema para conscientização e debate público. A Socicam apoia a causa e tem o objetivo de auxiliar a promover a par­ticipação ativa e consciente da sociedade para compartilhar a vida com as pessoas que se en­contram na fila por um órgão.

Entre março e dezembro de 2020 foram realizados, no âm­bito do Sistema Único de Saú­de (SUS), 13.042 transplantes em todo o Brasil, contra 23.360 procedimentos efetuados em 2019. Os dados do Ministério da Saúde indicam queda de 10.318 no período, em função da pandemia do novo corona­vírus. A pasta informa ainda que de 2019 a julho de 2021 foram realizados 55.760 trans­plantes no Brasil.

A lista de espera na fila do transplante de múltiplos órgãos alcança 46.738 pessoas, sen­do 26.670 para transplante de rim. O Setembro Verde chama a atenção para a redução dos transplantes e do número de do­adores, em função da covid-19.

Somente na primeira onda da doença, o número de trans­plantes realizados em todo o mundo caiu 31%, de acordo com pesquisa publicada no jornal científico The Lancet Public Health. O estudo consi­dera dados de 22 países, espa­lhados por quatro continentes, e indica que 11.253 cirurgias desse tipo deixaram de ser efe­tuadas no ano passado, o que significa uma redução de 16% ao longo de doze meses.

O Brasil acompanhou esse cenário. Com o agravamento da pandemia, no primeiro se­mestre de 2021 em relação aos primeiros seis meses de 2020, a taxa de doadores efetivos caiu 13%, enquanto os transplantes sofreram retração de 24,9%. Segundo a Associação Brasi­leira de Transplante de Órgãos (ABTO), o principal motivo desse declínio foi o aumento de 44% na taxa de contraindi­cação, em parte pelo risco de transmissão da covid-19.

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