Ribeirão Preto registrou mais 14 mortes por covid-19, segundo o Boletim Epidemio­lógico da Secretaria Municipal da Saúde, e, neste ritmo, a cida­de deve ultrapassar a marca de dois mil falecimentos este mês. Nesta quinta-feira, 13 de maio, o número de vítimas fatais em decorrência da doença subiu para 1.986, alta de 0,7% em re­lação às 1.972 computadas até quarta-feira (12).

São 330 óbitos em abril, onze a cada 24 horas, mas o boletim aponta 170 ocorrências oficiais. Ribeirão Preto fechou março com 385 mortes por covid-19, segundo o boletim. São doze fa­lecimentos por dia, o mês com mais vítimas fatais da pandemia – ultrapassou julho do ano passa­do (244). Janeiro soma 172. Em maio já são 87, sete por dia, mas há apenas sete registros oficiais.

São 209 casos em feverei­ro. O recorde de falecimentos anunciados em um único bo­letim pertence a 6 de abril, de 32 óbitos. Antes era de 29 de março, quando foram divulga­das mais 28 vítimas fatais, mes­ma quantidade da última sex­ta-feira (23). O de 13 de abril, de 27, é o terceiro maior volu­me. No total, são 1.043 mortes do ano passado e 943 de 2021.

O recorde de falecimentos em 24 horas é de 1º de abril, com 23 óbitos, contra 19 do dia 14. Antes da segunda onda de covid-19 era de 24 de julho de 2020, de 13. As ocorrências fatais foram registradas em 8 de maio e a última quarta-feira (12). As vítimas são seis homens e oito mulheres com idade entre 42 e 80 anos.

Nove pacientes estavam in­ternados em hospitais públicos e cinco morreram em instituições particulares. A Secretaria da Saúde investiga se uma mulher de 46 anos e um senhor de 66 anos sofriam de problemas de saúde e tinham alguma comor­bidade. As outras doze pessoas eram portadoras de doenças graves. Três estavam na faixa etária abaixo de 60 anos.

A tendência voltou a ser de alta na comparação semanal. Entre 29 de abril e 5 de maio, ocorreram 48 falecimentos na cidade, um a cada três horas e 30 minutos. Nos sete dias subsequentes, entre 6 e 11 de maio, foram confirma­dos mais 56 óbitos, um a cada três horas, aumento de 16,7% e oito casos a mais.

Se comparação considerar o período de 14 dias, a tendên­cia ainda é de queda. Entre 15 e 28 de abril foram 128 mortes, uma a cada duas horas e 37 minutos. Entre 29 de abril e 12 de maio a cidade registrou 104 óbitos, cerca de um a cada três horas e 14 minutos, 24 a me­nos e recuo de 18,7% em re­lação ao período anterior. São 232 no total de 28 dias.

Os meses com menos fa­lecimentos são março de 2020 (dois, a pandemia começou em meados do mês em Ribei­rão Preto) e abril do ano passa­do (onze). A taxa de letalidade da pandemia subiu para 2,7% – chegou a 4,9% em abril e a 5,3% em maio do ano passado. Neste ano, até agora, a taxa era de 2% em janeiro, 4,2% em fe­vereiro e 4,1% em março, 2,4% em abril e já em 0,3% em maio.

A média neste ano subiu de 2,5% para 2,7% em março e em abril passou de 2,8% para 2,9%, e segue neste patamar, acima dos índices regional (2,6%), mundial (2,1%) e nacional (2,8%) e abai­xo do estadual (3,4%). A taxa de incidência de óbitos em 14 dias por 100 mil habitantes esta­va em 16,58 em 30 de abril, na quarta-feira, 5 de maio, estava em 14,89, no dia 6 era de 14,05 e em 7 de maio recuou para 12,92. Em 1º de março apontava 5,62.

Por sexo, as vítimas da covid-19 são 1.094 homens (55,1%) e 892 mulheres (44,9%). A mais jovem em toda a pande­mia é uma menina de seis anos que morreu em 14 de fevereiro (a menina de 7 anos que morreu em 18 de janeiro é a segunda) e a mais idosa, uma senhora de 102 anos que faleceu no dia 2 do mesmo mês deste ano.

O município de Ribeirão Preto superou a marca de 74,1 mil pacientes infectados pelo Sars-CoV-2 nesta semana – são 74.121. O Boletim Epidemio­lógico do Departamento de Vi­gilância em Saúde contabiliza a data do início dos sintomas e do diagnóstico da doença.