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Ribeirão Preto registrou mais 21 mortes por covid-19, segundo o Boletim Epidemio­lógico da Secretaria Municipal da Saúde. Nesta quinta-feira, 8 de abril, a cidade ultrapassou a marca de 1.640 falecimentos. O número de vítimas fatais em decorrência da doença subiu para 1.642, alta de 1,3% em re­lação às 1.621 computadas até quarta-feira (7).

Já são 83 óbitos em sete dias de abril, quase doze a cada 24 horas, mas o boletim aponta uma ocorrência oficial. Ribei­rão Preto fechou março com 305 mortes por covid-19, ape­sar de o relatório da secretaria indicar 234. São dez óbitos a cada 24 horas, o mês com mais vítimas fatais da pandemia – ultrapassou julho (244).

Janeiro soma 169. São 195 casos em fevereiro. O recorde de falecimentos anunciados em um único boletim pertence a 6 de abril, de 32 óbitos. An­tes era de 29 de março, quando foram divulgadas mais 28 víti­mas fatais. No total, são 1.043 mortes do ano passado e 599 de 2021.

O recorde de falecimentos em 24 horas agora é de 1º de abril, com 23 óbitos, contra 16 dos dias 23 e 25 de março. Antes da segunda onda de co­vid-19 era de 24 de julho de 2020, de 13. Seis ocorrências fatais do novo boletim ocor­reram entre 23 e 31 de março. As demais foram registradas entre 1º de abril e a última quarta-feira, dia 7.

As vítimas são 14 homens e sete mulheres com idades entre 42 e 92 anos. Quinze pa­cientes estavam internados em hospitais públicos, cinco em instituições particulares e um faleceu em casa. A secretaria investiga se dois senhores, de 55 e 62 anos, e uma senhora de 65 sofriam de problemas de saúde. As outras 18 pessoas eram portadoras de doenças graves. Cinco tinham menos de 60 anos.

A tendência é de estabili­dade na comparação semanal. Entre 25 e 31 de março, ocor­reram 82 falecimentos na ci­dade, cerca de um a cada duas horas e três minutos. Nos sete dias subsequentes, entre 1º e 7 de abril, foram confirmados mais 83 óbitos, um a cada duas horas e um minuto, aumento de 1,2% e um caso a mais.

Se comparação considerar o período de 14 dias, a tendên­cia é de alta. Entre 11 e 24 de março foram 145 mortes, uma a cada duas horas e 20 minu­tos. Entre 25 de março e 7 de abril a cidade registrou 165 óbitos, um a cada duas horas e dois minutos, 20 a mais e au­mento de 13,8% em relação ao período anterior. São 310 no total de 28 dias.

Os meses com menos fa­lecimentos são março de 2020 (dois, a pandemia começou em meados do mês em Ri­beirão Preto) e abril do ano passado (onze). A taxa de leta­lidade subiu para 2,6% – che­gou a 5% em abril e a 5,3% em maio. Está no mesmo patamar dos índices regional (2,3%), estadual (3,1%), nacional (2,6%) e do mundial (2,2%).

Neste ano, até agora, a taxa de letalidade média, que era de 1,7% em fevereiro, subiu par 2,3%, depois para 2,4% em março, 2,5% e agora está em 2,6%. A taxa de incidência de óbitos em 14 dias disparou e estava em 18,12 por 100 mil habitantes em 26 de março, contra 11,52 no dia 16. Era de 6,04 do dia 2 e 5,62 do dia 1º.

Por sexo, as vítimas da co­vid-19 são 904 homens (55,1%) e 738 mulheres (44,9%). A mais jovem em toda a pande­mia é a menina de seis anos que morreu em 14 de fevereiro e a mais idosa, uma senhora de 102 anos que faleceu no dia 2 do mesmo mês deste ano.

O município de Ribei­rão Preto superou a marca de 64,5 mil pacientes infec­tados pelo Sars-CoV-2 nes­ta semana – são 64.549. O Boletim Epidemiológico do Departamento de Vigilância em Saúde contabiliza a data do início dos sintomas e do diagnóstico da doença.