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Ribeirão Preto registrou mais 13 mortes por covid-19, segundo o Boletim Epidemio­lógico da Secretaria Municipal da Saúde, e, neste ritmo, a cida­de deve ultrapassar a marca de dois mil falecimentos este mês. Nesta quarta-feira, 12 de maio, o número de vítimas fatais em decorrência da doença subiu para 1.972, alta de 0,7% em re­lação às 1.959 computadas até terça-feira (11).

São 330 óbitos em abril, onze a cada 24 horas, mas o bo­letim aponta 159 ocorrências oficiais. Ribeirão Preto fechou março com 384 mortes por co­vid-19, segundo o boletim. São doze falecimentos por dia, o mês com mais vítimas fatais da pandemia – ultrapassou julho do ano passado (244). Janeiro soma 172. Em maio já são 73, quase sete por dia, mas há ape­nas cinco registros oficiais.

São 209 casos em feverei­ro. O recorde de falecimentos anunciados em um único bo­letim pertence a 6 de abril, de 32 óbitos. Antes era de 29 de março, quando foram divulga­das mais 28 vítimas fatais, mes­ma quantidade da última sex­ta-feira (23). O de 13 de abril, de 27, é o terceiro maior volu­me. No total, são 1.043 mortes do ano passado e 929 de 2021.

O recorde de falecimentos em 24 horas é de 1º de abril, com 23 óbitos, contra 19 do dia 14. Antes da segunda onda de covid-19 era de 24 de julho de 2020, de 13. As ocorrências fatais foram registradas em 5 de maio e a última terça-feira (11). As vítimas são seis ho­mens e sete mulheres com ida­de entre 44 e 83 anos.

Dez pacientes estavam internados em hospitais pú­blicos, dois morreram em instituições particulares e um faleceu em casa. Um se­nhor de 76 anos não sofria de problemas de saúde e não ti­nha comorbidades. As outras doze pessoas eram portado­ras de doenças graves. Cinco estavam na faixa etária abai­xo de 60 anos.

A tendência é de queda na comparação semanal. Entre 28 de abril e 4 de maio, ocorre­ram 54 falecimentos na cidade, cerca de um a cada três horas e seis minutos. Nos sete dias subsequentes, entre 5 e 11 de maio, foram confirmados mais 49 óbitos, um a cada três horas e 25 minutos, recuo de 9,3% e cinco casos a menos.

Se comparação considerar o período de 14 dias, a tendên­cia também é de queda. En­tre 14 e 27 de abril foram 134 mortes, uma a cada duas horas e 30 minutos. Entre 28 de abril e 11 de maio a cidade registrou 103 óbitos, cerca de um a cada três horas e 16 minutos, 31 a menos e recuo de 23,1% em re­lação ao período anterior. São 237 no total de 28 dias.

Os meses com menos falecimentos são março de 2020 (dois, a pandemia co­meçou em meados do mês em Ribeirão Preto) e abril do ano passado (onze). A taxa de letalidade da pandemia subiu para 2,7% – chegou a 4,9% em abril e a 5,3% em maio do ano passado. Neste ano, até agora, a taxa era de 2% em janeiro, 4,2% em feverei­ro e 4,1% em março, 2,3% em abril e já em 0,3% em maio.

A média neste ano subiu de 2,5% para 2,7% em março e em abril passou de 2,8% para 2,9%, e segue neste patamar, acima dos índices regional (2,6%), mundial (2,1%) e nacional (2,8%) e abaixo do estadual (3,4%). A taxa de incidência de óbitos em 14 dias por 100 mil habitantes estava em 16,58 em 30 de abril, na quarta-feira, 5 de maio, estava em 14,89, no dia 6 era de 14,05 e em 7 de maio recuou para 12,92. Em 1º de março apontava 5,62.

Por sexo, as vítimas da covid-19 são 1.088 homens (55,2%) e 884 mulheres (44,8%). A mais jovem em toda a pandemia é uma me­nina de seis anos que mor­reu em 14 de fevereiro (a menina de 7 anos que mor­reu em 18 de janeiro é a se­gunda) e a mais idosa, uma senhora de 102 anos que faleceu no dia 2 do mesmo mês deste ano.

O município de Ribeirão Preto superou a marca de 73,8 mil pacientes infectados pelo Sars-CoV-2 nesta sema­na – são 73.836. O Boletim Epidemiológico do Departa­mento de Vigilância em Saú­de contabiliza a data do início dos sintomas e do diagnósti­co da doença.