JOSÉ CRUZ/AG.BR.

Ribeirão Preto registrou mais 13 mortes por covid-19, segundo o Boletim Epidemio­lógico da Secretaria Municipal da Saúde, e superou a barreira de 2.650 óbitos. A incidência de casos fatais está desacele­rando, reflexo do avanço da vacinação e também do lo­ckdown imposto entre 27 de maio e 6 de junho, mas neste início de semana voltou a re­gistrar mais de dez falecimen­tos por boletim.

Nesta terça-feira, 20 de ju­lho, o número de falecimen­tos em decorrência da doença chegou a 2.654, alta de 0,5% em relação às 2.641 anuncia­das na segunda-feira (19) – na quinta-feira (15) não foi divul­gado nenhum óbito. A última vez que um boletim havia sido divulgado sem vítimas fatais da covid-19 ocorreu sete me­ses atrás, em 15 de dezembro.

Maio terminou com 383 mortes, doze por dia, segun­do os dados oficiais. Já é o se­gundo mês com mais óbitos da pandemia, atrás de março (400, treze por dia, o período com mais falecimentos). O re­corde do ano passado pertence a julho (244). São 347 vítimas fatais em junho, quase doze por dia, mas apenas 153 apare­cem no balanço oficial.

Já é o terceiro mês com mais óbitos da pandemia, à frente de abril (330) deste ano – o bole­tim aponta 286 ocorrências oficiais. Há sete registros ofi­ciais em julho, mas 83 casos já foram anunciados, quatro por dia. Janeiro soma 172. São 209 casos em fevereiro. O recorde de falecimentos anunciados em um único boletim pertence a 14 de junho, de 36.

Superou o de 8 de junho, de 33 óbitos. Antes era de 6 de abril, de 32 vítimas fatais. O to­tal de mortes por covid-19 em pouco mais de seis meses de 2021, de 1.610, já é 54,2% supe­rior ao registrado em nove me­ses do ano passado (de março a dezembro), de 1.044 óbitos. São 566 a mais. O recorde de falecimentos em 24 horas é de 3 de junho, de 26 óbitos, con­tra 23 de 1º de abril. Antes da segunda onda de covid-19 era de 24 de julho de 2020, de 13.

De 26 de março de 2020, data do primeiro óbito, a 15 de janeiro deste ano, data da mi­lésima morte, foram 297 dias. Para chegar a dois mil foram 122 dias. As ocorrências fatais do último boletim foram regis­tradas em um período de 96 horas, entre sexta-feira (16) e a última segunda-feira, 19 de julho. As vítimas são oito ho­mens e quatro mulheres de 33 a 77 anos. Nove estavam abai­xo da faixa de 60 anos.

Doze pacientes estavam em hospitais públicos e um mor­reu em instituição particular. Dois homens, de 33 e 61 anos, não sofriam de problemas de saúde e não tinham comorbi­dades. As outras onze pessoas eram portadoras de doenças graves como doenças cardio­vascular e renal crônicas, obe­sidade, hipertensão arterial, diabetes mellitus, imunode­pressão e hipotireoidismo.

A tendência é de queda na comparação semanal. Entre 6 e 12 de julho ocorreram 36 falecimentos na cidade, cerca de um a cada quatro horas e 40 minutos. Nos sete dias subsequentes, entre 13 e 19 de julho, foram confirmados mais 24 óbitos, um a cada sete horas, recuo de 33,3% e doze casos a menos.

Se comparação conside­rar o período de 14 dias, a tendência também é de que­da. Entre 22 de junho e 5 de julho foram 78 mortes, um falecimento a cada quatro horas e 18 minutos. Entre 6 e 19 de julho a cidade registrou 60 óbitos, cerca de um a cada cinco horas e 36 minutos, 18 a menos e recuo de 23,1% em relação ao período anterior. São 138 no total de 28 dias.

Os meses com menos falecimentos são março de 2020 (dois, a pandemia co­meçou em meados do mês em Ribeirão Preto) e abril do ano passado (onze). A taxa de letalidade da pandemia caiu de 2,8% para 2,7% – chegou a 4,9% em abril e a 5,3% em maio do ano passado. Neste ano, até agora, a taxa era de 2% em janeiro, 4,1% em feve­reiro e 4,1% em março.

Era de 3,6% em abril, che­gou a 3,4% em maio, fechou junho em 1,5% e já está em 0,2% em julho. A média neste ano subiu agora de 2,5% para 2,7% em março, em abril pas­sou de 2,8% para 2,9%, subiu para 3% em maio e agora caiu para 2,9%, ainda acima dos índices regional (2,6%), mun­dial (2,1%) e nacional (2,8%) e abaixo do estadual (3,4%).

Por sexo, as vítimas da covid-19 são 1.475 homens (55,6%) e 1.179 mulheres (44,4%). A mais jovem em toda a pandemia é o bebê de um mês que morreu em 22 de junho. A segunda é um menino de seis meses que faleceu em 12 de junho. Uma menina de três anos que morreu em 1º de junho deste ano é a segunda.

A mais idosa é uma senho­ra de 102 anos que faleceu no dia 2 de fevereiro de 2021. O município de Ribeirão Pre­to superou a marca de 97,9 mil pacientes infectados pelo Sars-CoV-2 – são 97.917. O Boletim Epidemiológico do Departamento de Vigilância em Saúde contabiliza a data do início dos sintomas e do diag­nóstico da doença.