ADRIANO MACHADO/REUTERS

Ribeirão Preto registrou mais cinco óbitos por co­vid-19, segundo a Secretaria Municipal da Saúde. A cidade ultrapassou a barreira de 2.950 vítimas e, mesmo com o avan­ço da vacinação, que freou a propagação da doença, ainda pode superar a marca de três mil mortes este mês.

Nesta segunda-feira, 11 de outubro, o número de fa­lecimentos em decorrência da doença chegou a 2.954, alta de 0,2% em relação aos 2.949 anunciados no relató­rio de sexta-feira (8). Há 69 óbitos oficiais em agosto, mas 142 pessoas morreram de co­vid-19 no mês passado, qua­tro por dia.

Outubro já tem doze mor­tes que ainda não constam do boletim oficial. Setembro já tem 76 vítimas fatais, dois por dia, mas apenas 35 foram con­tabilizadas. É o menor volume do ano e o mais baixo desde novembro de 2020.

Na época, 41 pessoas mor­reram de covid-19, apesar de os dados oficiais indicarem 37 porque o boletim da Secretaria Municipal da Saúde conside­ra a data em que a pessoa foi diagnosticada com a doença, e não da morte. Março é o mês com mais óbitos na pandemia.

São 401, média de 13 por dia. O recorde do ano passa­do pertence a julho (244). O recorde de falecimentos anun­ciados em um único boletim pertence a 14 de junho deste ano, de 36. O recorde de óbitos em 24 horas é de 3 de junho, de 26 óbitos.

O total de mortes por co­vid-19 em nove meses de 2021, de 1.910, já é 83% superior ao registrado no mesmo período do ano passado (de março a dezembro), de 1.044. São 866 a mais. De 26 de março de 2020, data do primeiro óbito, a 15 de janeiro deste ano, data da mi­lésima morte, foram 297 dias. Para chegar a dois mil foram 122 dias.

As ocorrências fatais do úl­timo boletim foram registradas em um período de 96 horas, entre o dia 2 e terça-feira, 5 de outubro. As vítimas são dois homens e três senhoras com idades entre 58 e 86 anos. Todos tinham comorbidades e eram portadores de doença cardiovas­cular e hematológica crônicas, hipertensão arterial, obesidade e diabetes mellitus. Os cinco pacientes estavam internados em hospitais públicos.

A tendência é de queda na comparação semanal. Entre 27 de setembro e 3 de outubro, ocorreram doze falecimentos na cidade, um a cada 14 horas. Nos sete dias subsequentes, entre 4 e 10 de outubro, foram confirmados mais oito óbitos, um a cada 21 horas, baixa de 33,3% e quatro casos a menos. São 20 em duas semanas.

Os meses com menos fa­lecimentos são março de 2020 (pois, a pandemia começou em meados do mês em Ribei­rão Preto) e abril do ano passa­do (onze). A taxa de letalidade da pandemia é de 2,7% e neste ano está em 2,8%. Por sexo, as vítimas da covid-19 são 1.639 homens (55,5%) e 1.315 mu­lheres (44,5%).

A mais jovem em toda a pandemia é o bebê de um mês que morreu em 22 de junho. A segunda é um menino de seis meses que faleceu em 12 de junho. A mais idosa é uma se­nhora de 102 anos que faleceu no dia 2 de fevereiro de 2021. O município de Ribeirão Pre­to superou a marca de 111,1 mil pacientes infectados pelo Sars-CoV-2 – são 111.111.

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