RP tem quase mil mortes por covid

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RAHEL PATRASSO/REUTERS

Ribeirão Preto registrou mais oito mortes por covid-19, segundo o Boletim Epidemio­lógico da Secretaria Munici­pal da Saúde divulgado nesta terça-feira, 12 de janeiro, e a cidade está perto de ultrapas­sar a barreira dos mil óbitos. O número de vítimas fatais em decorrência da doença subiu de 981 para 989, alta de 0,8% em comparação com os dados de segunda-feira (11).

O recorde de mortes em 24 horas pertence a 24 de julho, com 13. Os óbitos ocorreram entre os dias 4 e 10 de janeiro. As vítimas são três homens e cinco mulhe­res com idades entre 55 e 93 anos. A secretaria investiga se uma senhora de 85 anos tinha comorbidades. Os ou­tros pacientes eram portado­res de doença cardiovascular, neurológica e pulmonar crô­nicas, obesidade, asma e dia­betes mellitus. Cinco estavam internados em hospitais pú­blicos e três, em particulares.

A tendência voltou a ser de queda na comparação sema­nal, apesar de a média móvel continuar alta. Entre 29 de dezembro e 4 de janeiro, ocor­reram 18 falecimentos na ci­dade, aproximadamente um a cada nove horas. Nos sete dias subsequentes, entre 5 e 11 de janeiro, foram confirmados 16 óbitos, cerca de um a cada dez horas, recuo de 11,1% e dois casos a menos.
Se a comparação conside­rar o período de 14 dias, entre 15 e 28 dezembro foram 29 mortes, uma a cada onze ho­ras, aproximadamente. Entre 29 de dezembro e 11 de janei­ro, a cidade registrou 34 óbitos, um a cada dez horas, cinco a mais e alta de 17,2% em rela­ção ao período anterior.

Há o registro de 33 óbitos em novembro, apesar de os relatórios apontarem 41, um a cada 17 horas. O documento aponta 50 falecimentos em de­zembro, mas 57 pessoas mor­reram entre os dias 1º e 31. Ou seja, no mês passado foram 16 mortes a mais, alta de 39% em comparação com o anterior. Em novembro, foram sete dias sem óbitos, mas o quadro ain­da pode mudar. Em dezembro, são três até agora.

Janeiro já soma 30 faleci­mentos, quase três por dia, apesar de o boletim indicar apenas dois. A média móvel das últimas semanas oscilou entre doze e 19 mortes. A mais alta ainda pertence ao período de 18 a 24 de julho, de 59 vítimas fatais. O bole­tim indica 62 mortes em ou­tubro, mas 103 ocorreram no mês. O maior volume é de ju­lho (244). Os meses com me­nos falecimentos são março (dois, a pandemia começou em meados do mês em Ribei­rão Preto) e abril (onze).

A taxa de letalidade voltou a subir para 2,5% – chegou a 5,3% em abril e em maio. Está no mesmo patamar dos índices regional (2,5%), na­cional (2,5%) e do mundial (2,1%), mas abaixo do esta­dual (3,1%). A mais baixa até agora é a de dezembro, de 0,6%, seguida pela de novem­bro, de 0,9%. Em outubro es­tava em 1,8%. Começou com 2,1% em março. Em junho chegou a 3,1%, foi a 2,8% em julho de, 2,7% em agosto e 2,5% em setembro, segundo dados de 20 de dezembro.

A taxa de mortalidade por 100 mil habitantes na pande­mia está com média de 127,8 este mês (era de 123,7 em no­vembro). As mais baixas são de março (0,3), abril (1,6), dezembro (0,7 e novembro 3,7). Em outubro ficou em 8,4. A mais alta é de julho (34,7). As demais são 9,4 de maio, 29,6 de junho, 24,9 de agosto e 19,1 de setembro.

A taxa de incidência de óbitos disparou de 2,95 por 100 mil habitantes no dia 21 de dezembro para 3,51 no dia 30 do mês passado. Era de 1,69 no fim de novembro. Por sexo, as vítimas da covid-19 são 547 homens (55,3%) e 442 mulheres (44,7%). A mais jovem em toda a pan­demia é um menino de oito anos que morreu em 19 de outubro e a mais idosa, uma senhora de 101 anos que fale­ceu no dia 20 de junho.

O município de Ribei­rão Preto superou a marca de 41,8 mil pacientes infec­tados pelo Sars-CoV-2 nes­ta semana – são 41.841. O Boletim Epidemiológico do Departamento de Vigilância em Saúde contabiliza a data do início dos sintomas e do diagnóstico da doença.

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