Jornal Tribuna Ribeirão

RP tem superávit de R$ 79 mi em 2021

DIEGO BARAVAELLI/MINFRA -

Um levantamento do Ins­tituto de Economia Maurílio Biagi e do Departamento de Comércio Exterior (Comex) da Associação Comercial e Industrial (Acirp) comparou os dados da balança comercial de Ribeirão Preto nos anos de 2011 e 2021 e constatou que, em uma década, a cidade pas­sou de um déficit de quase R$ 9 bilhões para um superávit de R$ 79 milhões.

O estudo foi feito a partir da análise da base de dados do Departamento de Inteligência e Estatística de Comércio Exte­rior da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, com o objeti­vo de traçar um panorama da balança comercial da cidade e seus parceiros comerciais nes­tes dois períodos.

Os Estados Unidos, que não figuravam na lista dos principais mercados em 2011, despontaram como o principal comprador no ano passado, respondendo por 19,6% das exportações, seguido por Ar­gentina (6,6%) e Chile (5,7%). Em 2011, Venezuela, Bolívia e Malásia ocupavam, respecti­vamente, as três primeiras po­sições de forma bastante equi­librada (9,8%, 9,51% e 8,26%).

O estanho continua sendo o principal produto expor­tado, tendo saltado de 15,3% em 2011 para 38,2% em 2021. “Como uma das principais empresas nacionais do setor tem sede comercial na cidade, os contratos de exportação são feitos por aqui e os valores con­tabilizados a partir do volume exportado em dólar”, explica a assessora de Comércio Exte­rior da Acirp, Thayná Rais.

Importações
O perfil dos produtos im­portados também mudou de um ano para outro. Se em 2011 os principais itens adqui­ridos foram livros, brochuras e impressos (5,5%), borracha (5%) e aparelhos para medici­na (4,1%), figuram no ranking de 2021 instrumentos e apa­relhos para medicina (9,4%), aparelhos mecânicos (5,8%) e polímeros de etileno (3,4%).

Entre os principais merca­dos aparecem China (24,1%), Estados Unidos (17,6%) e Alemanha (5,9%). Em 2021 se mantiveram China (24,9%) e Estados Unidos (15,9%), mu­dando apenas o terceiro país, que é a Itália (7,9%). “Além do desenvolvimento da cidade e da capacidade de exportação de commodities, outro fator que explica a mudança é o câmbio”, emenda o coordena­dor do Instituto de Economia, Vicente Golfeto.

Em 2011, segundo o le­vantamento da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto, o dólar circu­lava entre R$ 1,60 e R$ 1,80. “No último ano, o valor foi superior a R$ 5,00. Ou seja: a moeda local depreciada fa­voreceu a balança comercial”, conclui o coordenador do Instituto de Economia.

São Paulo
Em 2021, as exportações paulistas (US$ 54,1 bilhões) su­peraram o recuo de 2020 (US$ 42,5 bilhões), provocado pela pandemia, e ultrapassaram até mesmo o desempenho de 2019 (US$ 48,6 bilhões), de acordo com estudo da Fundação Siste­ma Estadual de Análise de Da­dos (Seade) com base nos dados do Ministério da Economia.

As importações (US$ 67,2 bilhões) também superaram o nível pré-pandemia (US$ 64,0 bilhões), transpondo a deman­da mais baixa por produtos importados de 2020 (US$ 54,1 bilhões). Com isso, o saldo da balança comercial paulista fe­chou 2021 em -13,2 bilhões.

Pauta de exportações
Os principais produtos da pauta de exportação em 2021 não diferem muito daqueles comercializados em 2019. En­tre os cinco principais, quatro se mantiveram: aviões, soja, óleo bruto de petróleo e açúca­res, sendo que em 2021, esses dois últimos produtos tiveram valores superiores aos de 2019.

Também não houve altera­ção nos cinco principais países (EUA, China, Argentina, Chile e México) de destino dos pro­dutos paulistas entre 2019 e 2021. Contudo, os valores das exportações para os Estados Unidos diminuíram, com des­taque para a queda na venda de aviões. Já as exportações para a China cresceram de forma sig­nificativa, refletindo, em parte, o aumento da comercialização de açúcares de cana.

Entre 2019 e 2021, redu­ziram-se as exportações com maior intensidade tecnológica, recuando de 12,0% para 7,1% aquelas de alta intensidade tecnológica (p.ex. aviões) e de 32,7% para 30,7% as de mé­dia-alta (p.ex. automóveis). Já as de média-baixa (p.ex. com­bustíveis) e baixa (p.ex. açú­cares) intensidade tecnológica ampliaram-se de 16,5% para 18,8% e de 24,4% para 27,6%, respectivamente.

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