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Ribeirão Preto registrou mais 25 mortes por covid-19, aponta o Boletim Epidemio­lógico da Secretaria Municipal da Saúde. A cidade ultrapassou a marca de 2.300 falecimentos e, neste ritmo, deve superar 2.350 este mês. Nesta quarta­-feira, 9 de junho, o número de vítimas fatais em decor­rência da doença subiu para 2.307, alta de 1,1% em rela­ção às 2.282 computadas até terça-feira (8).

Maio terminou com 317 mortes, dez por dia, mas há apenas 219 registros oficiais. Já é o terceiro mês com mais mortes da pandemia, atrás de março (397, quase 13 por dia, o período com mais óbitos) e abril (330) deste ano – o bo­letim aponta 266 ocorrências oficiais. O recorde do ano pas­sado pertence a julho (244).

São 91 mortes em junho, onze por dia, mas nenhuma aparece no balanço oficial. Janeiro soma 172. São 209 casos em fevereiro. O recorde de falecimentos anunciados em um único boletim ago­ra pertence a 8 de junho, de 33 óbitos. Antes era de 6 de abril, de 32 vítimas fatais.
O total de mortes por co­vid-19 em menos de seis me­ses de 2021, de 1.263, já é 21% superior ao registrado em nove meses do ano passado (de mar­ço a dezembro), de 1.044 óbi­tos. São 219 a mais. O recorde de falecimentos em 24 horas é de 1º de abril, com 23 óbitos, contra 19 do dia 14. Antes da segunda onda de covid-19 era de 24 de julho de 2020, de 13.

De 26 de março de 2020, data do primeiro óbito, a 15 de janeiro deste ano, data da milésima morte, foram 297 dias. Para chegar a dois mil foram 122 dias.

As ocorrências fatais do último boletim foram registra­das entre 1º de junho e a última terça-feira (8). As vítimas são onze homens e 14 mulheres com idade entre 40 e 84 anos.

Vinte e quatro pacientes es­tavam internados em hospitais públicos e um morreu em ins­tituição particular. A secretaria investiga se duas mulheres, de 40 e 64 anos, sofriam de pro­blemas de saúde. Uma senhora de 45 e um senhor de 57 anos não tinham comorbidades. As outras 21 pessoas eram por­tadoras de doenças graves. Quinze estavam na faixa etária abaixo de 60 anos.

A tendência é de estabili­dade na comparação semanal, com viés de baixa. Entre 26 de maio e 1º de junho ocorreram 78 falecimentos na cidade, cerca de um a cada duas ho­ras e nove minutos. Nos sete dias subsequentes, entre 2 e 8 de junho, foram confirmados mais 76 óbitos, um a cada duas horas e 13 minutos, recuo de 2,6% e dois casos a menos.

Se comparação considerar o período de 14 dias, a tendên­cia é de queda. Entre 12 e 25 de maio foram 160 mortes, uma a cada duas horas e seis minutos. Entre 26 de maio e 8 de junho a cidade registrou 154 óbitos, cerca de um a cada duas horas e onze minutos, seis a menos e recuo de 3,7% em relação ao período anterior. São 314 no total de 28 dias.

Os meses com menos falecimentos são março de 2020 (dois, a pandemia co­meçou em meados do mês em Ribeirão Preto) e abril do ano passado (onze). A taxa de letalidade da pandemia segue em 2,7% – chegou a 4,9% em abril e a 5,3% em maio do ano passado. Neste ano, até agora, a taxa era de 2% em janeiro, 4,2% em fevereiro e 4,2% em março, 3,7% em abril e che­gou a 2,2% em maio.

A média neste ano subiu de 2,5% para 2,7% em março, em abril passou de 2,8% para 2,9%, e agora em maio está em 3%, acima dos índices re­gional (2,6%), mundial (2,2%) e nacional (2,8%) e abaixo do estadual (3,4%). A taxa de in­cidência de óbitos em 14 dias por 100 mil habitantes estava em 16,58 em 30 de abril, em 5 de maio, estava em 14,89, no dia 6 era de 14,05 e em 7 de maio recuou para 12,92. Em 1º de março apontava 5,62.

Por sexo, as vítimas da covid-19 são 1.270 homens (55%) e 1.037 mulheres (45%). A mais jovem em toda a pan­demia é a menina de três anos que morreu em 1º de junho deste ano (a garotinha de seis anos que morreu em 14 de fe­vereiro é a segunda e a menina de 7 anos que faleceu em 18 de janeiro é a terceira) e a mais idosa, uma senhora de 102 anos que faleceu no dia 2 de fevereiro de 2021.

O município de Ribeirão Preto superou a marca de 84,2 mil pacientes infectados pelo Sars-CoV-2 – são 84.223. O Boletim Epidemiológico do Departamento de Vigilância em Saúde contabiliza a data do início dos sintomas e do diag­nóstico da doença.