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Ribeirão Preto registrou mais 36 mortes por covid-19 e bateu o recorde de falecimen­tos anunciados em um único Boletim Epidemiológico da Secretaria Municipal da Saú­de. Neste ritmo, a cidade deve ultrapassar a marca de 2.400 óbitos nesta semana. Nesta segunda-feira, 14 de junho, o número de vítimas fatais em decorrência da doença chegou a 2.376, alta de 1,5% em rela­ção às 2.340 computadas até sexta-feira (11).

Maio terminou com 323 mortes, dez por dia, mas há apenas 272 registros oficiais. Já é o terceiro mês com mais mortes da pandemia, atrás de março (399, quase 13 por dia, o período com mais óbitos) e abril (330) deste ano – o bo­letim aponta 276 ocorrências oficiais. O recorde do ano pas­sado pertence a julho (244).

São 154 mortes em junho, doze por dia, mas apenas qua­tro aparecem no balanço oficial. Janeiro soma 172. São 209 casos em fevereiro. O recorde anterior de falecimentos anunciados em um único boletim pertencia a 8 de junho, de 33 óbitos. Antes era de 6 de abril, de 32 vítimas fatais.

O total de mortes por co­vid-19 em menos de seis meses de 2021, de 1.332, já é 27,6% superior ao registrado em nove meses do ano passado (de mar­ço a dezembro), de 1.044 óbitos. São 288 a mais. O recorde de fa­lecimentos em 24 horas é de 1º de abril, com 23 óbitos, contra 20 do dia 3 de junho. Antes da segunda onda de covid-19 era de 24 de julho de 2020, de 13.

De 26 de março de 2020, data do primeiro óbito, a 15 de janeiro deste ano, data da mi­lésima morte, foram 297 dias. Para chegar a dois mil foram 122 dias. Três das ocorrências fatais do último boletim fo­ram registradas em maio, nos dias 25, 27 e 28, e as outras 33 aconteceram entre 1º de junho e o último domingo (13). As vítimas são 24 homens e doze mulheres com idades entre 18 (sem comorbidades) e 96 anos.

Vinte e sete pacientes esta­vam internados em hospitais públicos e nove morreram em instituições particulares. A se­cretaria investiga se uma senho­ra de 45 anos sofria de proble­mas de saúde. Além da garota de 18 anos, uma mulher de 32 anos e seis homens, de 37, 38, 42, 47, 50 e 62 anos, não tinham comorbidades. As outras 27 pes­soas eram portadoras de doen­ças graves. Dezesseis estavam na faixa etária abaixo de 60 anos.

A tendência é de queda na comparação semanal. Entre 31 de maio e 6 de junho ocorre­ram 100 falecimentos na cida­de, cerca de um falecimento a cada uma hora e 41 minutos. Nos sete dias subsequentes, entre 7 e 13 de junho, foram confirmados mais 62 óbitos, também um a cada duas horas e 43 minutos, recuo de 38% e 38 casos a menos.

Se comparação considerar o período de 14 dias, a tendência ainda é de alta. Entre 17 e 30 de maio foram 169 mortes, um fa­lecimento a cada uma hora e 59 minutos. Entre 31 de maio e 13 de junho a cidade registrou 162 óbitos, cerca de um a cada duas horas e quatro minutos, sete a menos e recuo de 4,3% em re­lação ao período anterior. São 331 no total de 28 dias.

Os meses com menos fa­lecimentos são março de 2020 (dois, a pandemia começou em meados do mês em Ribei­rão Preto) e abril do ano passa­do (onze). A taxa de letalidade da pandemia segue em 2,7% – chegou a 4,9% em abril e a 5,3% em maio do ano passado. Neste ano, até agora, a taxa era de 2% em janeiro, 4,2% em fevereiro e 4,2% em março, 3,7% em abril e chegou a 2,6% em maio e já está em 0,1% em junho.

A média neste ano subiu de 2,5% para 2,7% em março, em abril passou de 2,8% para 2,9%, e agora em maio está em 3%, acima dos índices regional (2,6%), mundial (2,2%) e nacio­nal (2,8%) e abaixo do estadual (3,4%). A taxa de incidência de óbitos em 14 dias por 100 mil habitantes estava em 16,58 em 30 de abril, em 5 de maio, estava em 14,89, no dia 6 era de 14,05 e em 7 de maio recuou para 12,92. Em 1º de março apontava 5,62.

Por sexo, as vítimas da covid-19 são 1.314 homens (55,3%) e 1.062 mulheres (44,7%). A mais jovem em toda a pandemia é a menina de três anos que morreu em 1º de junho deste ano (a garotinha de seis anos que morreu em 14 de fevereiro é a segunda e a menina de 7 anos que faleceu em 18 de janeiro é a terceira) e a mais idosa, uma senhora de 102 anos que faleceu no dia 2 de fevereiro de 2021.

O município de Ribeirão Pre­to superou a marca de 86,8 mil pacientes infectados pelo Sars­-CoV-2 – são 86.829. O Boletim Epidemiológico do Departamen­to de Vigilância em Saúde conta­biliza a data do início dos sinto­mas e do diagnóstico da doença.