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Ribeirão Preto registrou mais 14 mortes por covid-19, segundo o Boletim Epidemioló­gico da Secretaria Municipal da Saúde, e pode superar a barreira de 2.650 óbitos ainda este mês. A incidência de casos fatais está desacelerando, reflexo do avan­ço da vacinação e também do lockdown imposto entre 27 de maio e 6 de junho.

Nesta segunda-feira, 19 de julho, o número de falecimen­tos em decorrência da doença chegou a 2.641, alta de 0,5% em relação às 2.627 anuncia­das na sexta-feira (16) – na quinta-feira (15) não foi divul­gado nenhum óbito. A última vez que um boletim havia sido divulgado sem vítimas fatais da covid-19 ocorreu sete me­ses atrás, em 15 de dezembro.

Maio terminou com 381 mortes, doze por dia, segundo os dados oficiais. Já é o segundo mês com mais óbitos da pande­mia, atrás de março (400, treze por dia, o período com mais falecimentos). O recorde do ano passado pertence a julho (244). São 347 vítimas fatais em junho, quase doze por dia, mas apenas 143 aparecem no balanço oficial.

Já é o terceiro mês com mais óbitos da pandemia, à frente de abril (330) deste ano – o bo­letim aponta 286 ocorrências oficiais. Há seis registros oficiais em julho, mas 70 casos já foram anunciados, quase quatro por dia. Janeiro soma 172. São 209 casos em fevereiro. O recorde de falecimentos anunciados em um único boletim pertence a 14 de junho, de 36.

Superou o de 8 de junho, de 33 óbitos. Antes era de 6 de abril, de 32 vítimas fatais. O to­tal de mortes por covid-19 em pouco mais de seis meses de 2021, de 1.597, já é 53% supe­rior ao registrado em nove me­ses do ano passado (de março a dezembro), de 1.044 óbitos. São 553 a mais. O recorde de falecimentos em 24 horas é de 3 de junho, de 26 óbitos, con­tra 23 de 1º de abril. Antes da segunda onda de covid-19 era de 24 de julho de 2020, de 13.

De 26 de março de 2020, data do primeiro óbito, a 15 de janeiro deste ano, data da milési­ma morte, foram 297 dias. Para chegar a dois mil foram 122 dias. Uma das ocorrências fatais do último boletim foi registrada em 28 de junho. As outras 13 ocor­reram entre 3 de julho e o último domingo (18). As vítimas são dez homens e quatro mulheres de 31 a 90 anos. Sete estavam abaixo da faixa de 60 anos.

Sete pacientes estavam em hospitais públicos, cinco mor­reram em instituições particula­res e dois faleceram em casa. A secretaria investiga se dois ho­mens, de 31 e 52 anos, sofriam de algum problema de saúde. Um senhor de 44 anos não tinha comorbidades. As outras onze pessoas eram portadoras de do­enças graves como doenças car­diovascular, renal e neurológica crônicas, obesidade, hipertensão arrterial, diabetes mellitus, imu­nodepressão e hipotireoidismo.

A tendência é de queda na comparação semanal. Entre 5 e 11 de julho ocorreram 36 falecimen­tos na cidade, cerca de um a cada quatro horas e 40 minutos. Nos sete dias subsequentes, entre 12 e 18 de julho, foram confirmados mais 16 óbitos, um a cada dez horas e 30 minutos, recuo de 55,6% e 20 casos a menos.

Se comparação considerar o período de 14 dias, a tendên­cia ainda é de queda. Entre 21 de junho e 4 de julho foram 81 mortes, um falecimento a cada quatro horas e nove minutos. Entre 5 e 18 de julho a cidade registrou 52 óbitos, cerca de um a cada seis horas e 28 minutos, 29 a menos e recuo de 35,8% em relação ao período anterior. São 133 no total de 28 dias.

Os meses com menos faleci­mentos são março de 2020 (dois, a pandemia começou em mea­dos do mês em Ribeirão Preto) e abril do ano passado (onze). A taxa de letalidade da pandemia caiu de 2,8% para 2,7% – che­gou a 4,9% em abril e a 5,3% em maio do ano passado. Nes­te ano, até agora, a taxa era de 2% em janeiro, 4,1% em feve­reiro e 4,1% em março.

Era de 3,6% em abril, chegou a 3,4% em maio, fechou junho em 1,4% e já está em 0,2% em julho. A média neste ano subiu agora de 2,5% para 2,7% em março, em abril passou de 2,8% para 2,9%, subiu para 3% em maio e agora caiu para 2,9%, ainda acima dos índices regional (2,6%), mundial (2,1%) e nacional (2,8%) e abai­xo do estadual (3,4%).

Por sexo, as vítimas da covid-19 são 1.467 homens (55,5%) e 1.174 mulheres (44,5%). A mais jovem em toda a pandemia é o bebê de um mês que morreu em 22 de junho. A segunda é um menino de seis meses que faleceu em 12 de ju­nho. Uma menina de três anos que morreu em 1º de junho des­te ano é a segunda.

A mais idosa é uma senhora de 102 anos que faleceu no dia 2 de fevereiro de 2021. O municí­pio de Ribeirão Preto superou a marca de 97,7 mil pacientes in­fectados pelo Sars-CoV-2 – são 97.708. O Boletim Epidemio­lógico do Departamento de Vi­gilância em Saúde contabiliza a data do início dos sintomas e do diagnóstico da doença.