RP volta a bater recorde diário

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SHANNON STAPLETON/REUTERS

Ribeirão Preto registrou mais 74 casos de covid-19 em 24 horas – três a cada 60 mi­nutos – e o total de pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2 saltou de 926 para 1.000 nesta quina-feira, 28 de maio, au­mento de 8%. Este é o novo recorde diário de pacientes com coronavírus, superando o de quarta-feira (27), quando 66 moradores da cidade foram diagnosticados com a doença.

Ribeirão Preto também tem 24 mortes por covid-19 – foram sete óbitos somente nesta semana, média de um a cada 24 horas. A taxa de leta­lidade caiu de 2,6% para 2,4%, inferior aos índices regional (3,9%), estadual (7,3%), nacio­nal (6,2%) e mundial (6%). Em um mês, desde 29 de abril, quando o município conta­bilizava 274 casos confirma­dos de coronavírus, mais 726 pessoas foram infectadas pelo Sars-CoV-2, média de 24 por dia e alta de 264,9%.

Na época, Ribeirão Preto contabilizava sete mortes por covid-19 – atualmente, são 17 a mais. Em 28 dias de maio, desde 30 de abril, quando somava 282 pessoas com co­vid-19, a cidade atendeu mais 718 pacientes com a doença, alta de 254.6%, com média diária de 25 novas confirma­ções. O avanço de casos neste mês, segundo o secretário da Saúde, Sandro Scarpelini, é justificado pelo aumento na capacidade de testagem do município. Até os pacientes com sintomas leves de sín­drome gripal estão sendo tes­tados nos postos do município.

A Secretaria Municipal da Saúde acrescentou às notifica­ções e aos casos descartados também as síndromes gripais. Os pacientes que procuram atendimento no sistema de saúde do município e estão sendo testados mesmo com sintomas leves de gripe. Atu­almente, são 4.564 notificados e 3.154 que testaram negativo, ou 69,1% do total. A cidade também aguarda o resulta­do de 410 exames que estão represados nos laboratórios (8,99%). Os 1.000 confirmados representam 21,91%.

Neste mês, desde 9 de maio, o município registrou 16 falecimentos, o dobro dos oito que ocorreram entre o fi­nal de março e abril. Por sexo, são onze homens (45,8%), de 36 anos, 41, 57, 64, 68, 73 (duas vítimas), 74, 76, 79 e 87 anos, e 13 mulheres (54,2%), de 51 anos, 58, 70, 71 (duas), 76, 80 (duas), 85, 88, 89, 94 e 99 anos de idade. Vinte e três tinham alguma comorbidade como doença cardiovascular, crô­nica, diabetes, pneumopatia, doença neurológica crônica, imunodeficiência e doença re­nal crônica (95,8%). Apenas o homem de 76 anos não tinha doença autoimune (4,2%).

Quatro pessoas tinham menos de 60 anos (16,6%) e 20 eram sexagenárias, sep­tuagenárias, octogenárias ou nonagenárias (83,4%). Por idade, os óbitos estão distribu­ídos entre 30 e 39 anos (uma morte, 4,2%), de 40 a 49 anos (uma morte, 4,2%), entre 50 e 59 anos (três, 12,5%), entre 60 e 69 anos (duas, 8,3%), de 70 a 79 anos (nove, 37,5%), de 80 a 89 anos (seis, 25%) e de 90 anos ou mais (duas, 8,3%).

Segundo o boletim, a divi­são dos óbitos por fatores de risco indica que a maioria das vítimas tinha doença cardio­vascular crônica (15 pacien­tes, 62,5%), diabetes mellitus (13 pessoas, 54,2%), doença neurológica crônica (quatro, 16,7%), doença pulmonar crô­nica (duas, 8,3%), doença renal crônica (duas, 8,3%), hiperten­são arterial (duas, 8,3%), do­ença hepática crônica (uma, 4,2%), obesidade grau 3 (uma, 4,2%) e síndrome metabóli­ca (uma, 4,2%). Os números superam os 24 óbitos porque a maioria das vítimas tinhas duas ou mais comorbidades.