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Rússia quer anexar região de Kherson

© Sputnik/Andrey Gorshkov/Kremlin via REUTERS

Vice-chefe do governo ins­talado pela Rússia em Kher­son, na Ucrânia, Kirill Stre­mousov diz que há planos pelo governo local de pedir ao presidente russo, Vladimir Putin, que anexe a região. De acordo com declaração da autoridade a repórteres nesta quarta-feira, 11 de maio, po­rém, não há intenção de criar uma “República Popular de Kherson” semelhante às de Donetsk e Luhansk.

“A cidade de Kherson é a Rússia”, disse Stremousov à agência de notícias estatal RIA Novosti. “Não haverá (República Popular de Kher­son) no território da região de Kherson, não haverá refe­rendos. Será um decreto ba­seado em um apelo da lide­rança regional de Kherson ao presidente russo, e haverá um pedido para incluir a região em uma região adequada da Federação Russa”.

Assumir o controle de Kherson, uma cidade no sul ucraniano, e grande parte da região circundante no início da guerra foi sem dúvida o ganho mais significativo da Rússia na guerra. Autorida­des ucranianas especularam que a Rússia planeja realizar um referendo na região para declarar sua independência, semelhante aos que ocorre­ram nas regiões leste de Do­netsk e Luhansk em 2014.

Bombardeio
Um bombardeio das forças russas no leste da Ucrânia le­vou a um vazamento de nitrato de amônio nesta quarta-feira e ao pedido que as pessoas da região não deixassem suas ca­sas. Essa substância química, um fertilizante, foi a mesma que levou a uma explosão no Porto de Beirute, no Líbano. O bombardeio ocorreu no centro de Sloviansk, cidade na região de Kramatorsk, e danificou o armazém onde era guardado o nitrato de amônio. Não há informações sobre mortos ou feridos.

As autoridades da cidade ucraniana pediram que as pessoas não se aproximem do armazém e fiquem dentro de suas casas, mas afirmaram que não há riscos imediatos para a população. O ataque da Rússia faz parte da ofensi­va das forças de Vladimir Pu­tin no leste ucraniano, com bombardeios nas cidades de Donetsk, Siversk e Avdiivka, além de Sloviansk.

A produção econômica glo­bal deverá ser cerca de US$ 1,5 trilhão menor no fim de 2022 como resultado da in­vasão da Ucrânia pela Rússia, segundo projeção do instituto de pesquisa britânico NIESR, que representa uma perda de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

Em seu primeiro relatório sobre a perspectiva econômi­ca global desde o início da guerra, no fim de fevereiro, o NIESR diz que a ativida­de mundial será prejudicada pela alta dos preços de ener­gia e de alimentos provoca­da pelo conflito, assim como pela queda na confiança dos consumidores e empresas. O instituto prevê agora que a economia global crescerá 3,3% este ano. Em janeiro, sua expectativa era de alta de 4,2% do PIB mundial.

Para 2023, o instituto cor­tou sua projeção de 3,5% para 3,2%. Fora da Rússia, Ucrânia e alguns países vizinhos, a zona do euro deverá ser mais pena­lizada pelos efeitos da guerra. Embora tenha reiterado sua projeção para a alta do PIB dos EUA este ano em 3,5%, o NIESR cortou a previsão para o crescimento do bloco, de 3,8% para 3%.

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