O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Companhia Nacional de Abaste­cimento – vinculada ao Ministério da Agricultura – divulgaram nesta quinta-feira, 10 de janeiro, suas previsões para a safra agrícola deste ano. Segundo o IBGE, a produção de grãos deve totalizar 233,4 milhões de toneladas, alta de 3,1% em relação à estimativa de 2018, o equivalente a sete milhões de toneladas a mais.

Os dados são do terceiro Prognóstico para a Safra Agrícola. No ano passado, a safra totalizou 226,5 milhões de toneladas, resul­tado 5,9% menor que o de 2017, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de dezembro. O resultado é 0,4% menor que a estimativa de novem­bro, com 834,9 mil toneladas a menos. Na comparação com 2017, a safra de 2018 foi 14,2 milhões de toneladas inferiores.

Área colhida – Os produtores brasileiros devem semear 62,2 milhões de hectares na safra agrícola de 2019, uma elevação de 2,1% em relação à área colhida em 2018. A área a ser colhida com soja em 2019 será 2,1% maior que a de 2018, enquanto a de milho deve crescer 3,6%. A área a ser colhida com algodão herbáceo será 17,1% superior a do ano passado. Em contrapartida, a área de arroz encolherá em 6,2%, enquanto a de feijão diminuirá 1,8%. A área colhida em 2018 ficou em 60,9 milhões de hectares, 248,3 mil hectares menor que em 2017, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de dezembro.

Conab – A produção de grãos na safra 2018/19 deve alcançar 237,3 milhões de toneladas, o que corresponde a um aumento de 4,2% (9,5 milhões de toneladas a mais) em comparação com a safra anterior, que foi de 227,75 milhões. Os números fazem parte do quarto levantamento da Conab. A área plantada está prevista em 62,5 milhões de hectares, um aumento de 1,2%, em relação com a safra 2017/18.

Segundo a Conab, “as boas condições das lavouras nas principais regiões produtoras de grãos são prenúncio de que sejam alcançados bons rendimentos nessa temporada e mostram que a produtividade estimada se manteve até agora próxima ao que havia sido calculado estatisticamente no início da safra.” Conforme a Conab, soja, milho, arroz e algodão apresentam-se como as culturas com melhor desempenho no País. Esses quatro produtos correspondem a 95% do que será produzido nessa safra.

O milho primeira safra, que teve aumento de 0,4% na área a ser cultivada, deve resultar em uma produção de 27,46 milhões de toneladas (ante 26,81 milhões em 2017/18). A segunda safra está projetada em 63,73 milhões de toneladas (aumento de 18,1% ante os 53,98 milhões da segunda safra de 2017/18). Com esse re­sultado, a expectativa é que o ce­real tenha um desempenho 12,9% superior ao obtido em 2017/18 (80,77 milhões de toneladas), registrando uma produção total de 91,2 milhões de toneladas, quando somadas as duas safras do grão.

Em contrapartida, o arroz deve ter uma colheita 7,1% menor que a safra passada (12,06 milhões de toneladas), alcançando 11,2 milhões. O feijão primeira safra apresenta uma queda de 7,7% na área em relação à safra passada. A produção está estimada em 1,1 milhão de toneladas, queda de 16,4% ante o período anterior (1,3 milhão). A segunda safra de feijão deve totalizar 1,29 milhão de toneladas alta de 6,1% ante a safra anterior (1,22 milhão).

Já a terceira safra da legumino­sa deve atingir 738,1 mil toneladas aumento de 19,3% em comparação com 618,7 mil t na safra 2017/18. Com o fim da safra das culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale), a Conab identificou resultados melhores do que na safra passada, mesmo com as adversidades climáticas nas principais regiões produtoras. A produção de trigo ficou 27,3% superior à safra anterior, atingindo 5,4 milhões de toneladas.