Saneamento com qualidade e economia

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Na sexta-feira da semana passada, dia 24, assinamos o primeiro contrato para a setorização da distribuição de água em Ribeirão Preto. A contratação foi para a implantação de 65 quilômetros de adutoras e instalação de 250 válvulas de fechamento de setor, para levar água dos poços para reservatórios para abastecer a rede por gravidade. Hoje 70% da água produzida segue dos poços diretamen­te para a rede, sem reservação. A obra terá investimento de R$ 35,4 milhões e integra um conjunto de obras para a criação de 56 setores de distribuição de água, que irá resultar na redução das perdas totais de água em 50% até o final do próximo ano.

Todas as obras para redução de perdas têm investimento superior a R$ 152 milhões e incluem, entre outras, a substituição 46,6 quilôme­tros de redes antigas em quatro bairros, troca de 132 mil hidrômetros, construção de cinco reservatórios e substituição de motores elétricos por equipamentos mais potentes e que oferecem maior economia de energia. Estas ações estão já em realização com previsão de término até o final deste ano. Os investimentos chegam a R$ 30,6 milhões.

Outras licitações serão abertas nos próximos meses, porque o Programa de Gestão, Controle e Redução de Perdas de Água e Eficiência Energética, implantado pelo Daerp em 2018, prevê um conjunto de ações que projeta, na setorização, a construção de mais 17 reservatórios – com capacidade para armazenar 23,3 milhões de litros –, recuperação de nove poços e perfuração de mais um. Também está projetada a implantação dos Distritos de Medição e Controle (DMCs), implantação do Centro de Controle Operacional (CCO) e a criação do programa caça-fraudes, para eliminar fraudes e ligações clandestinas de água.

No conjunto de obras está ainda a contratação de empresa para a re­alização de pesquisa e reparos de vazamentos não visíveis, com licitação já em andamento. O reparo de vazamentos não visíveis proporcionará grande redução de perdas, porque estes vazamentos, por estarem ocul­tos, podem permanecer por longos períodos. Todas as obras de setori­zação têm investimentos previstos de R$ 121,7 milhões, sendo R$ 115,4 milhões de recursos do Governo Federal, através da Caixa Econômica Federal, e contrapartida de R$ 6,3 milhões do Daerp.

Além do projeto para a redução de perdas de água e melhor aproveitamento da energia elétrica, estamos em fase final das obras de implantação de 97,2 quilômetros de redes coletoras e intercep­tores de esgoto na cidade. Com a conclusão das obras chegaremos à universalização do saneamento básico, uma condição de gran­de importância para a cidade, que já figura entre as 20 melhores posicionadas na categoria Rumo à Universalização entre os 5.570 municípios brasileiros. Por esta posição, Ribeirão Preto está à frente de 25 capitais do País e do Distrito Federal.

A implantação das redes coletoras e de interceptores de esgoto prevê um conjunto de 40 obras, entre elas a construção de quatro estações elevatórias. Para a conclusão, estão na etapa final a construção de três es­tações elevatórias de esgotos e três passagens sob rodovias, que aguardam autorização dos projetos pelas concessionárias. A finalização das obras permitirá que 100% do esgoto da cidade seja afastado e coletado e, assim, 100% tratado. Uma grande notícia para a cidade, uma vez que a maioria dos municípios brasileiros não tem 60% de esgoto tratado.

E principalmente neste momento de enfrentamento da pande­mia do coronavírus, a universalização do saneamento e abasteci­mento vai ao encontro de maior segurança sanitária para a cidade. Por isso seguiremos com todos os investimentos para garantir a qua­lidade do saneamento, porque as boas condições sanitárias resultam em qualidade de vida e em melhora significativa para a saúde das pessoas. Que no final é o que mais importa para todos.

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