São Paulo será denunciado por gritos homofóbicos no clássico com o Corinthians

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RUBENS CHIRI/SPFC

O Tribunal de Justiça Des­portiva (TJD-SP) vai denun­ciar o São Paulo por gritos homofóbicos dos torcedores no clássico com o Corinthians. O superintendente de relações institucionais do clube, Diego Lugano, também corre risco de punição por ofensas ao árbitro Douglas Marques das Flores, após o empate por 0 a 0, pelo Campeonato Paulista, no últi­mo sábado (15), no Morumbi.

Pelo comportamento da torcida, o São Paulo vai res­ponder por infração no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que fala de ‘ato discriminatório, desde­nhoso ou ultrajante, relaciona­do ao preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa ido­sa ou portadora de deficiência’.

A punição prevista é ‘a perda do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição (três) caso a in­fração seja praticada simultane­amente por considerável núme­ro de pessoas vinculadas a uma mesma entidade desportiva’.

Na súmula, o árbitro escre­veu que o jogo foi ‘paralisado aos 3 minutos do primeiro tempo devido gritos homofó­bicos, sendo informado os ca­pitães e a delegada da partida senhora Rhayssa e Silva Lins’. Logo depois, o São Paulo infor­mou no telão do Morumbi que o comportamento da torcida poderia prejudicar o clube. A atitude pode impedir o time de receber uma punição, já que os gritos não se repetiram.

Já Lugano corre risco de ser punido pelas ofensas ao árbitro com base nos 243-F e 243-C do CBJD. Segundo rela­to na súmula, o ex-zagueiro e o diretor de esportes amadores, Fernando Bracalle Ambrogi, no corredor de acesso ao vesti­ário dos árbitros, ofenderam a equipe de arbitragem. ‘Safados, filho da p…’, teria dito Lugano. Já Fernando afirmou: ‘Agora vocês chamam a polícia, tra­balhamos a semana inteira pra você vir aqui e fazer isso’. Dou­glas Marques das Flores escre­veu ainda ‘que foi necessário a intervenção da polícia militar’.