Foto: Fellipe Lucena

Entre altos e baixos no ano, com o título do Cam­peonato Paulista que tirou o clube da “seca” depois de nove anos sem levantar um troféu, mas com uma das piores campanhas do Cam­peonato Brasileiro até agora, o São Paulo terá a chance de respirar e não entrar em pleno sufoco.

A equipe da capital paulista enfrentará o Racing, nesta terça-feira, na Argentina, pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa Libertadores. Mas dois fato­res pesam, desfavoravelmen­te, na balança: o momento do clube e o retrospecto recente em solo argentino.

O clima é de cobrança de uma parcela dos são-pau­linos que acreditam que o técnico argentino Hernán Crespo não está mais fa­zendo um bom trabalho. Depois da derrota em casa para o Fortaleza, no último sábado, não demorou muito para torcidas organizadas soltarem críticas ao elenco e ao comandante.

O presidente do São Paulo, Julio Casares, foi às redes so­ciais defender a continuidade do trabalho do treinador, res­saltando que as dificuldades financeiras do clube estão sendo sanadas. “Estamos tra­balhando para reconstruir o clube. Reorganizando e qui­tando as dívidas terríveis de curtíssimos prazos. O plane­jamento continua com sere­nidade e total apoio da dire­toria ao competente técnico Hernan Crespo”, disse em sua conta no Twitter.

Além do momento ruim, o retrospecto recente na Ar­gentina, pela Libertadores, também não é favorável. A última vitória do São Paulo em um estádio do país vizi­nho foi contra o River Plate, na semifinal, em 2005, quan­do garantiu o tricampeonato da competição. Desde então, foram seis jogos sem vitória no país do tango.

No último treino antes da decisão contra o Racing, o za­gueiro Miranda e o meia ar­gentino Rigoni, que estavam lesionados e não jogaram na primeira partida, devem re­tornar à equipe. Como des­falques, os atacantes Lucia­no e Eder ainda seguem no departamento médico e o lateral-direito Daniel Alves, convocado para a Olimpíada de Tóquio-2020, já está com a delegação da seleção brasilei­ra no Japão.