MARCELO CAMARGO/AG.BR.

A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confir­mou nesta quarta-feira, 9 de outubro, mais três mortes por sarampo no Estado. Com os novos registros, as cidades pau­listas já acumulam doze óbitos no ano pela doença. Antes da confirmação da primeira vítima fatal, no final de agosto, o Estado estava há 22 anos sem registrar mortes por sarampo.

De acordo com a secretaria, as novas vítimas eram todas moradoras de municípios da Grande São Paulo: uma bebê de dez meses, de Itapevi, sem registro de vacina; um homem de 53 anos, de Santo André, e um menino de um ano, de Francisco Morato, ambos com condições de risco.

São consideradas pessoas com condição de risco os porta­dores de doenças crônicas, como diabete e hipertensão, e imuno­deprimidos, que podem ficar mais vulneráveis à infecção pelo sarampo e ao desenvolvimento de complicações da doença.

Anteriormente, já haviam sido confirmadas cinco mor­tes na capital, duas em Osasco, uma em Francisco Morato e uma em Itanhaém, no litoral. Das 12 vítimas da doença até agora, seis eram bebês. A se­cretaria também informou que o número de casos confirma­dos da doença chegou a 7.649 no Estado, dos quais 57% fo­ram registrados na capital pau­lista, cidade mais afetada.

Em Ribeirão Preto, na se­mana passada, a Secretaria Municipal da Saúde confir­mou mais 13 casos de sarampo que estavam sendo investiga­dos. A cidade já soma 33 ocor­rências da doença neste ano – foram 21 em agosto, onze em julho, uma em junho e nenhu­ma em setembro. Atualmen­te, outras 187 suspeitas de in­fecção estão sob investigação.

Em todos os casos a pasta promoveu bloqueios vacinais. O Departamento de Vigilância em Saúde, ligado à SMS, recomenda às pessoas que procurem algum dos 36 postos com salas de vaci­nação, caso ainda não tenham feito a imunização contra a do­ença. As unidades permanecem abertas de segunda a sexta-feira – os horários de atendimento são variados, de acordo com o funcionamento de cada uma.

Vacinação
Com os crescentes casos, a Secretaria da Saúde realiza, desde segunda-feira (7), nova campanha de vacinação con­tra a doença. A ação tem como público-alvo crianças de seis meses a cinco anos que ainda não foram imunizadas. A cam­panha vai até 25 de outubro e terá no sábado, dia 19, seu “Dia D”, ou seja, quando os postos de saúde abrem aos sábados para a ação.

Já entre 18 e 30 de novem­bro, será a vez dos jovens de 20 a 29 anos entrarem como alvos de uma nova campanha. Esse grupo poderá receber a dose da tríplice viral (sarampo, ru­béola e caxumba) ou da dupla viral (sarampo e rubéola), con­forme a indicação do profissio­nal de saúde.

Na faixa etária de um a 29 anos, a recomendação é que a pessoa tome duas doses da va­cina, com intervalo mínimo de 30 dias entre uma dose e outra. No caso dos bebês de 6 meses a 1 ano, a dose dada está sen­do aplicada apenas por causa da situação de surto e não será contabilizada na caderneta de vacinação. Ou seja, mesmo que a criança seja vacinada, terá que voltar ao posto quan­do completar um ano para re­ceber as doses de rotina.

O Departamento de Vigi­lância em Saúde, ligado à SMS, recomenda às pessoas que procurem algum dos 36 postos com salas de vacinação, caso ainda não tenham feito a imu­nização contra a doença. As unidades permanecem abertas de segunda a sexta-feira – os horários de atendimento são variados, de acordo com o fun­cionamento de cada uma.

No “Dia D”, estarão dispo­níveis 13 unidades de saúde para vacinação dessas crianças no município. A meta da Se­cretaria Municipal da Saúde é vacinar 95% dos públicos-alvo. A pasta orienta as pessoas que apresentarem febre e manchas vermelhas pelo corpo, acom­panhadas de tosse, coriza e ou conjuntivite, a procurarem uma unidade de saúde.

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