A Divisão de Vigilância Epide­miológica (DVE) da Secretaria Mu­nicipal da Saúde (SMS) confirmou nesta sexta-feira, 15 de agosto, por meio do Boletim Epidemiológico, mais um óbito em decorrência do vírus H3N2 da influenza. A cidade já contabiliza sete mortes por gripe neste ano, quatro em junho e três em julho. Não foi informado o sexo e nem a idade da vítima.

Entre as outras seis estão duas mulheres, uma de 63 e outra de 75 anos, e um homem de 71 anos – estes últimos por causa de compli­cações causadas pelo H1N1. A se­nhora de 63 anos foi a óbito devido à infecção causada pelo vírus da influenza A não subtipado (Flu A). A Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto já havia confirmado outras três mortes em decorrência de complicações causadas por H1N1 e H3N2 – “gripe A ou suína”.

Um homem de 37 anos, por­tador de doença neurológica que não tomou a vacina, morreu em 23 de junho. Um senhor de 90 anos e uma mulher de 48 também fa­leceram após a infecção viral. O homem de 37 anos morreu em um hospital da cidade depois de mais de 20 dias de internação – deu en­trada no setor de isolamento em 1º de junho e foi a óbito no dia 23 após contrair o H1N1.

Na mesma data, uma paciente de 48 anos, portadora de diabetes e vacinada contra a influenza em 2019, morreu vítima do mesmo do vírus. Segundo a secretaria, no dia 9 do mês passado um pacien­te de 90 anos, portador de doença pulmonar crônica e que não foi imunizado, morreu de H3N2. Havia quase um ano que a cidade não re­gistrava óbito causado por algum dos vírus da gripe.

No ano passado, durante qua­tro meses seguidos, a Secretaria Municipal da Saúde contabilizou 23 mortes em Ribeirão Preto por causa de H1N1 e H3N2 – a po­pular “gripe A” ou “gripe suína”. Desde agosto e até junho deste ano, porém não haviam sido regis­trados mais óbitos na cidade. Se­gundo o Boletim Epidemiológico da SMS, os óbitos de 2018 ocor­reram em abril (um caso), maio (seis), junho (sete) e julho (nove).

Em 2017 não foi constatado nenhuma morte na cidade, mas em 2016 doze moradores faleceram – em 2018 foram onze a mais, quase o dobro, crescimento de 91,6%. Neste ano, até 31 de julho, a cidade já registrou 39 casos de influenza de 204 investigados – 14 de Flu A não subtipado, cinco de Flu B, doze de H1N1 e mais oito de H3N2.

O município fechou o ano pas­sado com 104 ocorrências de Sín­drome Respiratória Aguda Grave provocadas por algum tipo de va­riação do vírus influenza, 63 a mais que os 41 de 2017, alta de 153,6%. Em julho, a secretaria com cobertu­ra vacinal de 79,90% do público-al­vo, formado por 208.858 – a meta era chegar a 187.972, ou 90% des­ses moradores. Foram imunizadas 166.949 pessoas dos grupos prio­ritários. No total, 203.352 doses foram distribuídas – 36.403 para a população em geral.

Sarampo – O Boletim Epide­miológico também infoirma que Ribeirão Preto tem dois casos de sarampo confirmados neste ano, além de 39 sob suspeita que estão em investigação. Em julho foram feitas 16 notificações á Secretaria Municipal da Saúde. Em 2018, Ri­beirão Preto registrou um caso não autóctone (importado) no mês de abril, depois de dez anos sem ne­nhuma ocorrência.

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