TÃNIA RÊGO/ AG.BR

Pelo menos seis pessoas morreram em razão das fortes chuvas que atingiram o Rio de Janeiro entre a noite de quarta (6) e madrugada desta quinta-feira, 7 de fevereiro. A informa­ção foi confirmada pelo prefeito Marcelo Crivella (PRB), que decretou luto oficial de três dias, e pelo Corpo de Bombeiros. O temporal também causou um deslizamento que provocou o desabamento de um trecho da Ciclovia Tim Maia.

Um dos mortos é uma mu­lher que estava em um ônibus que foi atingido pela queda de uma barreira na avenida Niemeyer, próximo ao Vidi­gal, na Zona Sul. Bombeiros e agentes da Defesa Civil tra­balharam durante todo o dia na tentativa de retirar o veículo atingido pelas árvores, com a ajuda de motosserras, macha­dos e um guindaste.

O corpo de outro passagei­ro do ônibus que estava desa­parecido e estava soterrado foi localizado no início da tarde. As chuvas também causa­ram uma morte na Rocinha e uma no Vidigal, onde outras seis pessoas ficaram feridas na parte alta da comunidade. “Tivemos uma vítima fatal na parte superior do Vidigal, e resgatamos outras seis víti­mas (com vida): uma senho­ra grávida com escoriações, algumas com fraturas, todas em decorrência das chuvas”, diz o coronel Luciano Sarmen­to, do Corpo de Bombeiros.

De acordo com a corpora­ção, outras duas pessoas mor­reram durante o desabamento de uma casa em Pedra de Gua­ratiba, na Zona Oeste da cidade. No mesmo local, outros dois homens ficaram feridos e foram encaminhados ao Hospital Mu­nicipal Lourenço Jorge. Além de São Conrado, os bairros mais atingidos foram Barra da Tijuca, Itanhagá, Freguesia e as comuni­dades da Rocinha e do Vidigal.

No total, 170 árvores e seis postes foram derrubados em razão do vento, e 17 bolsões de alagamentos foram formados nas ruas do Rio de janeiro. Na estação Forte de Copacabana, a medição mostrou rajadas de vento de 110 km/h. Cri­vella afirmou que 600 agentes da prefeitura trabalham para amenizar os efeitos das chuvas. Vários bairros ficaram sem luz. A Defesa Civil municipal re­gistrou 206 ocorrências para vistoria em razão das chuvas. Entre as principais, estão desa­bamentos de estruturas, amea­ças de desabamento, rachadu­ras e infiltrações em imóveis, e deslizamentos de encostas.

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