RICARDO BIRO

O Sesi Ribeirão Preto re­cebe nesta sexta-feira, 7 de dezembro, a partir das 20 ho­ras, o espetáculo “Refazenda – Tributo Gilberto Gil”, com a banda homônima. Os mú­sicos Dimi Zumquê (voz e violão), Sudu Lisi (bateria), Thiago Carreri (guitarra), Pedro Sossego (baixo) e Pe­drinho Brown (percussão) estarão no palco para ho­menagear um dos ícones do tropicalismo e um dos prin­cipais nomes da música po­pular brasileira. Influencia­dor de gerações há mais de cinco décadas, o baiano é um dos mais completos artistas do país e encanta plateias do mundo todo com a sonori­dade genial de suas canções, a poesia de suas letras, o seu gingado, carisma e explosão em cena.

Além de “Refazenda”, “Refavela”, “Realce”, “Sítio do Picapau Amarelo”, “San­dra” e “Toda menina baiana”, músicas que estão na icônica trilogia “Re”, lançada por Gil nos anos 70, fazem parte do show várias canções da car­reira do cantor, compositor e multi-instrumentista pre­miado com dois Grammys (1998 e 2005) como “Do­mingo no parque”, “Expresso 2222”, “Drão”, “Andar com fé”, “Parabolicamará”, “Aquele abraço” e algumas surpresas que foram acrescentadas à playlist pela banda, atenden­do a pedidos dos fãs nas re­des sociais.

No show “Tributo a Gil­berto Gil”, a banda Refazenda pinça 15 canções do músico e mestre baiano, associando a elas seu toque pessoal de interpretação. Devido ao rico material que Gil proporciona, algumas canções vêm acom­panhadas de comentários, que revelam ao público o fas­cinante processo criativo do artista, transformando o show em uma viagem musical. A banda Refazenda é formada por músicos experientes que trazem na veia a paixão pelas canções de Gil. O espetáculo tem apoio do Programa de Ação Cultural (ProAC).

O show integra o projeto Território Sesi-SP de Arte e Cultura, que visa incentivar e difundir a produção artística regional. Os ingressos podem ser reservados gratuitamente pelo sistema Meu Sesi (www. sesisp.org.br/meu-sesi) e de­verão ser retirados na porta­ria com uma hora de ante­cedência. Fica na rua Dom Luiz do Amaral Mousinho nº 3.465, no Jardim Caste­lo Branco, na Zona Leste. O espaço tem capacidade para receber 300 pessoas. O espe­táculo é livre para todas as idades. Informações pelo te­lefone (16) 3603-7327.

Tropicália
A revelação para o grande público veio nos badalados festivais de música do final da década de 1960, ao lado de Elis Regina e Chico Buarque. Logo depois, Gil entrou para a história cultural brasileira ao criar o movimento tropi­calismo, junto com Caetano Veloso, Torquato Neto, Tom Zé e Rogério Duprat.

A ideia dos tropicalistas era promover uma fusão dos elementos da música inglesa e americana com as músi­cas de João Gilberto e Luiz Gonzaga. O movimento, no entanto, foi considerado sub­versivo pelo governo militar. Como resultado, Gil foi preso no final de 1968 e depois foi para o exílio em Londres por longos três anos.